Exposição

Exposição retrata um olhar fotográfico sobre a Umbanda.

Fotógrafa apresenta alguns dos seus registros em terreiros do Cariri.

Brasil de Fato | Juazeiro do Norte (CE)

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Em sua primeira exposição individual, Jaqueline Rodrigues apresenta o fruto das suas vivências em terreiros de Umbanda do Cariri. / Fotografia: Jaqueline Rodrigues. Reprodução: Rodolfo Santana

Aberta desde o dia 21 de novembro como parte da programação da I Semana de Umbanda do Crato, a exposição “UMBANDA” está em exibição no piso superior da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no município de Crato. A exposição reúne o trabalho da artista visual e fotógrafa Jaqueline Rodrigues. A exposição tem a curadoria de Fábio José Rodrigues da Costa, curador e professor da Universidade Regional do Cariri (URCA), com realização do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Ensino da Arte (NEPEA) e apoio da OAB Sub-seção Crato.

Hoje, dados do último senso apontam que mais de meio milhão de pessoas estão ligadas a Umbanda no Brasil.

Um olhar sobre a Umbanda

Em sua primeira exposição individual, Jaqueline Rodrigues apresenta o fruto das suas vivências em terreiros de Umbanda do Cariri. “A artista ao longo dos últimos anos tem percorrido casas e casas da Região do Cariri cearense, pesquisando, fotografando, experienciando esta Religião que faz parte das diferentes práticas religiosas de nosso Cariri e de nosso país.” relata uma parte do texto da curadoria da exposição. 

A ideia de realizar uma mostra do trabalho da fotógrafa partiu de um convite feito pelo curador Fábio Rodrigues, como comemoração ao dia 15 de novembro, data em que a religião brasileira completou 111 anos. A artista fala que não tinha a pretensão de transformar seus registros numa exposição, porém ficou muito feliz quando recebeu o chamado para apresentar suas fotografias. “Eu entendo o espaço do terreiro como naturalmente pedagógico, no sentido descolonizador mesmo. No terreiro você aprende sobre partilha, solidariedade, fé, cultura africana… uma série de aprendizados que aqui fora são marginalizados.” conta Jaqueline.

Edição: Monyse Ravena