CONSELHO TUTELAR

Duas conselheiras tutelares eleitas têm cassação mantida

Aline Farias questiona: “o vídeo ganhou tom político e preconceito religioso, e não fomos nós que fizemos isso"

Brasil de Fato I Curitiba (PR)

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As duas conselheiras eleitas participaram de programa de entrevistas do Brasil de Fato Paraná / Reprodução

“A campanha foi realizada de maneira muito simples, de casa em casa. Fiz 339 votos”, afirma Aline de Castro Farias que, ao lado de Rosana Kloester, teve a cassação da candidatura ao Conselho Tutelar mantida, ontem (dia 7).

Ambas foram eleitas pela regional Boa Vista, mas a polêmica iniciou-se nas redes sociais quando tiveram vídeo pessoal divulgado, sem autorização, no qual se manifestavam por Lula Livre e proferiram, no mesmo vídeo, palavrões.

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescentes (Comtiba) alegou inidoneidade moral para a cassação.

Com a decisão, as vagas de Aline e Rosana devem ser assumidas por Valdete Ramos e Diana Gama, no dia 10 de janeiro.

Vídeo privado 

Em transmissão ao vivo feita de sua página pessoal no Facebook, Aline Farias comentou que se surpreende com a decisão judicial, uma vez que o vídeo era privado e a denúncia contra ele não havia sido acatada pela justiça na primeira sessão do caso.

Além disso, Aline afirmou também que o vídeo não foi compartilhado com ninguém, e discorda da ilação, apresentada durante o julgamento recente, de que o vídeo teria sido compartilhado com um menor de idade:

“Não tenho conhecimento disso, nos não compartilhamos com ninguém. (O vídeo) acabou parando na internet por conta de interesses da direita, porque já foi parar no site do Alborghetti Neto, no Movimento Brasil Livre (MBL), ganhou tom político e preconceito religioso, e não fomos nós que fizemos isso. É um vídeo privado. Temos boletim de ocorrência, compartilhar é cometer um crime. Vamos processar essas pessoas”, afirma Aline.

Não autorização 

O Portal Plural.jor informa que também que: “durante a assembleia de julgamento dos recursos finais no Comtiba, os advogados das candidatas questionaram o entendimento de que ambas tinham assumido o risco ao gravar o vídeo, uma vez que a denúncia contra as duas aponta como prova a publicação não autorizada dele no YouTube e num site político”.

Edição: Frédi Vasconcellos