#ACaixaÉTodaSua

Em meio a aniversário da Caixa, funcionários se mobilizam contra privatização

Trabalhadores e entidades se uniram pelo Brasil para celebrar os 159 anos do banco e lutar contra a venda pelo governo

Brasil de Fato | Brasília (DF)

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A Caixa Econômica Federal financia e executa programas sociais no Brasil / Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF) e entidades sociais se mobilizaram em agências espalhadas pelo país e na internet contra a possibilidade de privatização do banco, nesta segunda-feira (13). Eles organizaram um “tuitaço” com a hashtag #ACaixaÉTodaSua.

O protesto ocorre um dia depois do aniversário de 159 anos do banco público, que está ameaçado pelo plano de privatizações arquitetado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Ferreira, ressalta que a mobilização é em prol da sociedade e dos avanços sociais, e não só dos trabalhadores da Caixa em si.

“A ideia é a sensibilização. Interna, dos funcionários, aproveitando que está se comemorando uma data importante para a empresa, importante para os trabalhadores, mas muito mais importante para a sociedade em geral. Até porque é uma empresa responsável pelo grande financiamento habitacional, para quem tem salário mais baixo, praticamente 90% dos financiamentos são feitos pela Caixa. Os programas sociais praticamente são todos bancados, administrados ou executados pela Caixa Federal”, diz.

Segundo Ferreira, a ideia do governo é vender ações do banco, enfraquecendo os programas sociais hoje financiados ou executados pela Caixa. “O governo quer diminuir o tamanho da Caixa. Ele quer vender seguros, aquilo que tem dentro do banco, ele quer arrumar sócio privado”, denuncia.

Ainda segundo o presidente da Fenae, uma possível venda ao mercado reduziria também o alcance das agências em municípios menores, onde os bancos privados não chegam. “Ora, por que eu vou tirar dinheiro dos projetos para entregar para três, quatro investidores? Então acho que tem um erro do governo, executado pela direção da Caixa. Nós somos contrários a isso, porque isso em um prazo médio vai diminuir o tamanho da empresa, que está presente em todos os municípios brasileiros”.

Edição: Vivian Fernandes