Organização

Partidos e movimentos de esquerda do Chile criam frente por nova Constituição

Apruebo Chile Digno foi fundado por partidos de esquerda e movimentos sindicais, estudantis e ambientalistas

Organizações populares do país e ativistas se mobilizam para o plebiscito constituinte que irá ocorrer em abril
Organizações populares do país e ativistas se mobilizam para o plebiscito constituinte que irá ocorrer em abril - Foto: Reprodução

Partidos de esquerda e movimentos sociais fundaram no domingo (19) o Apruebo Chile Digno, uma frente programática que pretende fazer campanha pelo voto a favor de uma nova Constituição no plebiscito que acontecerá no país em abril.

Entre as organizações que fundaram a frente estão o Partido Comunista (PC), o Partido Progressista (PRO), a Federação Regionalista Verde Social (FRVS), o Partido Igualdade (PI), a Esquerda Libertária (IL) e o Wallmapuwen Movimento Autônomo.

Além dos partidos, um grande número de movimentos sociais esteve presente no ato do lançamento como sindicalistas, estudantis, ambientalistas, além de ativistas de direitos humanos.

Segundo o presidente do PC, Guillermo Teillier, a frente Apruebo Chile Digno está buscando uma "nova forma de fazer política, em coordenação estreita com o mundo social que se expressa nas ruas por múltiplas demandas".

Por sua vez, o presidente da FRVS, Jaime Mulet, classificou a criação do grupo como "um passo muito importante para acompanhar o povo do Chile no processo de uma nova Constituição".

A fundação do Apruebo Chile Digno vem após o governo do presidente Sebastian Piñera aprovar a convocação de um plebiscito para consultar a população sobre a necessidade de instalar uma Assembleia Constituinte para escrever uma nova Carta Magna ao país, substituindo a vigente, criada pelo ditador Augusto Pinochet na década de 1970.

A medida foi uma resposta do governo à jornada massiva de protestos que toma as ruas do Chile desde outubro, contra as políticas neoliberais de Piñera.

*Com informações do Cubadebate.

Edição: Opera Mundi