Minas Gerais

Deputados adiam votação de projeto que asseguraria direitos de atingidos de barragens

Relator do PL, Leonídio Bolças (PMDB), teria viajado para a Europa horas antes da votação

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Política Estadual dos Atingidos por Barragens e outros Empreendimentos (PEABE) já tramita há mais de um ano na ALMG
Política Estadual dos Atingidos por Barragens e outros Empreendimentos (PEABE) já tramita há mais de um ano na ALMG | Crédito: Política Estadual dos Atingidos por Barragens e outros Empreendimentos (PEABE) já tramita há mais de um ano na ALMG

Um projeto de lei (PL) que institui políticas públicas para os atingidos por barragens em Minas Gerais seria votado na quarta-feira (5), mas, por ausência do deputado Leonídio Bolças (PMDB), teve a avaliação adiada. 

Leonídio é presidente da Comissão de Constituição de Justiça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e também relator do PL. De acordo com o Movimento dos Atingidos Por Barragens (MAB), ele havia se comprometido com o andamento do documento na Câmara, mas teria realizado uma viagem para a Europa horas antes da votação.

O projeto em questão é o de número 3.312/2016, que instaura a Política Estadual dos Atingidos por Barragens e outros Empreendimentos (PEABE), e já tramita há mais de um ano na casa. Segundo o MAB, a PEABE conceitua os perfis de pessoas atingidas e define quais são seus direitos, além de estabelecer uma gestão conjunta para pensar um plano de desenvolvimento social e econômico de reparação de danos para empreendimentos futuros e para aqueles que já existem. 

Pressão

Para Pablo Dias, da coordenação nacional do movimento, a postura do parlamentar cede à pressão de grandes empresas, que não desejariam a aprovação do projeto no estado, com a justificativa de que ele travaria o desenvolvimento econômico. “Existe uma omissão por parte da ALMG e uma tentativa de segurar a legislação para beneficiar mineradoras e grandes empresários”, diz.

A última vez que algo do tipo foi feito para tentar preservar direitos dos atingidos foi em 2010, no governo Lula, quando o ex-presidente assinou um decreto que estabelecia critérios de cadastros socioeconômicos para pessoas que sofrem com as barragens. 

Editado por: Joana Tavares

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