Manifestação

MST convoca ato contra criminalização dos movimentos populares

Manifestação é resposta à ação da Polícia Civil, que invadiu a Escola Nacional Florestan Fernandes nesta sexta-feira (4)

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Policiais civis invadem Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema, interior de São Paulo
Policiais civis invadem Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema, interior de São Paulo | Crédito: Policiais civis invadem Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema, interior de São Paulo

Em resposta à ação da Polícia Civil de Mogi das Cruzes e Guararema, que na manhã desta sexta-feira (4) invadiu as dependências da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), em Guararema (SP), organizações da sociedade civil, parlamentares e personalidades convocaram um ato contra a criminalização dos movimentos populares e em solidariedade à ENFF. O ato será realizado na tarde deste sábado (5).

Segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) os policiais entraram na instituição sem mandado judicial e dispararam contra as pessoas na recepção da unidade, além de prender dois militantes. Segundo relatos, o cerco foi feito por policiais que não estavam identificados. 

A ação policial faz parte da operação “Castra”, que visa prender e criminalizar lideranças dos Acampamentos Dom Tomás Balduíno e Herdeiros da Luta pela Terra, na região central do Paraná, além da perseguição de militantes em outros dois estados: São Paulo e Mato Grosso do Sul. No Paraná, oito militantes foram presos.

No Mato Grosso do Sul, três viaturas policiais, com placas do Paraná, entraram no Centro de Pesquisa e Capacitação Geraldo Garcia (CEPEGE), em Sidrolândia. A ação policial procurava por militantes do MST do Paraná que, supostamente, estariam naquele centro.

Em nota, o MST denunciou a “escalada da repressão contra a luta pela terra, onde predominam os interesses do agronegócio associado à violência do Estado de Exceção”. O Movimento acusa a empresa Araupel de estar em conluio com o aparato policial e autoridades públicas.

Desde maio de 2014, cerca 3 mil famílias ocupam áreas griladas pela Araupel, declaradas pela Justiça Federal terras públicas pertencentes à União.

Serviço:

Local: Rua José Francisco Raposo, nº 1.140, Bairro Parateí, Guararema, SP – Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF)

Horário: 15h

Edição: Simone Freire.

Editado por: Redação

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