POLÍTICA

Mulheres negras do Nordeste discutem política representativa em encontro no Recife

Cerca de 70 pré-candidatas dos nove Estados do Nordeste participam do evento

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Representantes de diversas regiões do Nordeste irão fazer uma carta com proposições para as candidatas negras nessas eleições | Crédito: Agência Brasil

No país, elas são 55,6 milhões, chefiam 41,1% das famílias negras, e apenas 10 ocupam o cargo de parlamentar com 513 vagas. Debater o desenvolvimento da participação e representatividade da mulher na política, direitos e conquistas, é mais que urgente em um ano eleitoral. Essa é a proposta do Fórum Nordeste Mulheres Negras e Poder, que irá acontecer de 06 a 08 de fevereiro, em Recife.

O Fórum vai debruçar sobre os entraves e desafios para maior inserção da mulher negra na política rumo as eleições 2020. Com a presença de mulheres importantes da cena política brasileira, como Deputada Érica Malunguinho (SP), Deputada Marilene Alves (MG) e a Deputada Robeyoncé Lima (PE). Cerca de 70 pré-candidatas dos nove estados do Nordeste já confirmaram presença no evento que se dirige às mulheres negras que atuam ou desejam atuar em cargos políticos, de partidos, ativistas e lideranças comunitárias da cidade e do campo.

A programação começa na quinta-feira (06), com uma noite de abertura marcada pelo painel Democracia e Poder: a realidade das candidaturas de mulheres negras no Brasil, com a presença de Valdecir Nascimento, da Rede Latino Americana de Mulheres Negras. Em seguida, a Comissão organizadora fará uma homenagem às mulheres negras e parlamentares que se destacaram na história do País na luta do enfrentamento ao racismo e pela igualdade racial. A noite termina com muita música e apresentações culturais.

No dia seguinte (07), a programação continua em Olinda com diversos painéis, com destaque para a apresentação da experiência da América Latina – Mulheres Negras e Insegurança na América Latina, com a colombiana Loretta A. M-Moreno.  Nesse painel, a Co-deputada das Juntas, Robeyoncé Lima, apresenta o que é ser uma mulher negra trans parlamentar num processo de eleição. A tarde, haverá mais dois painéis: Mídia e relações de poder: estratégias e fortalecimento das mulheres negras candidatas, com Alanne Reis, jornalista da Revista afirmativa (BA), e Racismo, Feminismo e
democracia: disputas de narrativas à inserção das mulheres negras nas esferas política partidária, com Divaneide Basílio (RN).

Para finalizar, no dia (08) haverá mais dois painéis sobre a Juventude Negra e Eleições: desafiando o racismo e o adultocentrimo, com Gilmara Santana – Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, e Eleições de 2020: possibilidades e desafios para o fortalecimento à mulheres negras candidatas, com Mônica Oliveira, Assessora das Co-deputadas Juntas. 

Representantes de diversas regiões do Nordeste irão fazer uma carta com proposições para as candidatas negras nessas eleições. O evento faz parte das ações do Projeto Mulheres Negras e Democracia, realizado pela Casa da Mulher do Nordeste, Centro das Mulheres do Cabo e Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste, em parceria com a Rede de Mulheres Negras de Pernambuco e Rede de Mulheres Negras do Nordeste, com o apoio do Fundo Mujeres Del Sur.

REPRESENTATIVIDADE – No ranking mundial de representatividade feminina no Parlamento, o Brasil ocupa a posição 134 de 193 países pesquisados, com 15% de participação de mulheres. São 77 deputadas em um total de 513 cadeiras na Câmara, e somente 12 senadoras entre os 81 eleitos. Já no ranking de representatividade feminina no governo, o Brasil ocupa apenas a posição 149 em um total de 188 países.

Editado por: Monyse Ravena

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