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Milícia que vendia lotes irregulares no Rio é alvo de operação do MP

Investigação indica que quadrilha comercializava casas irregulares no bairro Taquara, em Jacarepaguá, na zona Oeste

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |
A operação teve o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Militar - Divulgação

A operação Condomínio Fechado, do Ministério Público do Rio (MPRJ), foi deflagrada nesta quarta-feira (11) para prender sete integrantes de uma organização criminosa que promove construções clandestinas no bairro da Taquara, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com as investigações, o grupo miliciano construiu de forma irregular o condomínio residencial Bosque Pedra da Boiúna, na Estrada do Curumaú. As construções começaram em 2012 e ficam em uma área de proteção permanente sobre o túnel da Transolímpica.

Sete mandados de prisão e dez mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada da Comarca da Capital. As diligências ocorreram em endereços no Rio, Nova Iguaçu e Itaboraí. Um dos locais é o Batalhão Especializado em Policiamento de Estádios, onde um dos acusados de negociar imóveis e terrenos é lotado, o capitão da PM Vitor Alexandre Silveira de Araújo.

Segundo nota, a obra desrespeitou a Lei de Parcelamento do Solo Urbano, destruiu a vegetação local e o grupo também é acusado de extorquir moradores. O capitão da Polícia Militar, acusado de integrar a milícia, “usa de sua graduação militar para afiançar a confiabilidade das negociações relativas aos imóveis oferecidos à população”, conforme o MPRJ.

Os lotes são vendidos por até R$ 35 mil e as casas por até R$ 190 mil. A comercialização dos imóveis é feita por meio de anúncios em mídias sociais, sites de classificados, do aplicativo Whatsapp e no local. Desde maio de 2019, documentos da concessionária de energia Light indicam o início do fornecimento de energia elétrica para o local. Além disso, o grupo também falsificou uma lista de assinaturas para assumir a Associação dos Moradores e Amigos do Bosque Pedra da Boiuna e, dessa forma, praticar extorsão.

A operação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) teve o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Militar.
 

Fonte: BdF Rio de Janeiro

Edição: Vivian Virissimo e Rodrigo Chagas