Isolamento

Com 13 mil casos a menos que o Brasil, Índia estende quarentena até 3 de maio

Período de isolamento começou há três semanas; número de mortes no país asiático é quatro vezes menor que no Brasil

Brasil de Fato | Nova Delhi (Índia) |

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Pronunciamento de Modi em cadeia nacional: “As pessoas estão passando por dificuldades para salvar a Índia” - Reprodução/Youtube

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, anunciou nesta terça-feira (14) que o período de quarentena, que já dura 21 dias, será estendido até 3 de maio. O país asiático superou a marca dos 10 mil diagnósticos de coronavírus na última segunda-feira (13) – no território brasileiro, já são 23,8 mil casos. O número de mortes por covid-19 contabilizado na Índia é um quarto do registrado no Brasil.

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Durante o pronunciamento em cadeia nacional, Modi anunciou que o governo apresentará medidas para flexibilização dos bloqueios em áreas que não possuem nenhum caso da doença. “Até 20 de abril, todos os distritos, localidades e estados serão monitorados de perto quanto à estrita implementação de normas. Os estados onde os casos estão controlados podem ter permissão para retomar algumas atividades importantes, mas com certas condições”, afirmou, sem dar detalhes.

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O governo apresentou dois pacotes emergenciais para enfrentar o coronavírus: o primeiro equivalente a R$ 113 bilhões, no dia 26, e o segundo de R$ 10 bilhões, há uma semana. Entre as maiores dificuldades da Índia durante a pandemia estão o acesso a água e alimentos. O índice de informalidade, superior a 90%, e a alta densidade populacional nas periferias das grandes cidades também dificultam a implementação de medidas econômicas e sanitárias.

A decisão de estender o bloqueio ocorreu após reunião do governo central com os principais ministros dos estados – cargo equivalente ao de governador – no último sábado (11). “As pessoas estão passando por dificuldades para salvar a Índia”, reconheceu Modi nesta terça pela televisão, pedindo um "último sacrifício" para garantir que a doença não cause mais mortes pelo país.

Edição: Leandro Melito