O Rio Grande do Sul soma ao menos 185 mortes em decorrência do novo coronavírus. A atualização mais recente da Secretaria Estadual da Saúde, da noite de domingo (24), registra 180 vítimas, às quais se somam mais três mortes em Porto Alegre e duas em Viamão, já confirmadas pelos municípios, mas ainda não registradas no levantamento da SES.
Já o número de casos confirmados de covid-19 no estado é de 6.470 pacientes, com 137 novos casos registrados no domingo, conforme a SES. São considerados curadas 4.682 pessoas (72,3%), enquanto 1.608 ainda estão com a doença ativa (24,9%). A doença já está espalhada em 257 municípios gaúchos, mais da metade do total de 497 cidades.
Ao comparar os dados da SES com os da Secretaria da Saúde de Porto Alegre, percebe-se uma defasagem na contagem estadual. A SES computa 602 casos confirmados na capital, enquanto o município conta 983 casos confirmados.
Abaixo de Porto Alegre, conforme dados da SES, as cidades mais atingidas são Passo Fundo, com 481 casos e 29 óbitos, Lajeado, com 870 casos e 16 óbitos, e Bento Gonçalves, com 427 casos e 7 óbitos. A taxa de incidência da doença no estado é de 56.9 casos a cada 100 mil habitantes. Vale destacar que a terceira fase do estudo de prevalência do novo coronavírus no RS, coordenada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), aponta que, para cada caso confirmado de covid-19, há outros nove não identificados.
Lotação das UTIs
Ainda conforme atualização da SES, verifica-se que a taxa de ocupação dos leitos de UTI adulto no RS é de 70,3%. Dos 1.854 leitos disponíveis, 1.304 estão ocupados. A taxa de ocupação dos leitos fora de UTI adulto com pacientes confirmados ou suspeitos de coronavírus é de 7.5%. O levantamento contabiliza hospitais das redes pública e privada.
Alteração nas bandeiras de risco

Atualização do Distanciamento Controlado / Reprodução SES
Na terceira semana do Distanciamento Controlado, atualizada neste sábado (23), três regiões tiveram sua classificação alterada de laranja (risco médio) para bandeira amarela (risco baixo), o que significa uma redução das restrições de isolamento. São elas: Uruguaiana, Capão da Canoa e Santa Cruz do Sul.
Agora, 12 de um total de 20 regiões estão classificadas com a bandeira laranja. Na rodada anterior, eram 15 nesta situação. Já na bandeira amarela encontram-se oito regiões. O RS permanece sem bandeira vermelha (risco alto) ou preta (risco altíssimo).
As novas bandeiras e os respectivos protocolos que regram o funcionamento (ou não) de mais de cem atividades econômicas são válidas a partir de segunda-feira (25/5) até o domingo seguinte (31/5). Para consultar o mapa com a cor de cada cidade, acesse o site https://distanciamentocontrolado.rs.gov.br.
Já nesta atualização, já estão valendo as mudanças anunciadas pelo governador Eduardo Leite no cálculo do Distanciamento Controlado. Agora, apenas os casos de Covid-19 que geraram hospitalização foram usados para medir a propagação do vírus. Até então, o governo vinha usando todos os casos confirmados por testes moleculares (RT-PCR) para medir dois dos 11 indicadores usados no cálculo de risco: velocidade do avanço, que mede o número de novos casos confirmados em relação aos casos anteriores, e incidência de novos casos na população, que mede os novos casos nos últimos sete dias para cada 100 mil habitantes.
No entanto, conforme o governo, o dado vinha gerando distorções entre as regiões, aumentando o nível de risco e de restrição para aquelas que vinham realizando um número maior de testes. Por isso, segundo Leite, foi necessário antecipar a alteração, que foi levada ao grupo técnico de saúde do Comitê de Análise de Dados, tendo sido estudada e avalizada por especialistas.
Brasil é epicentro da doença na América do Latina
O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado neste domingo (24), informa 22.666 mortos e 363.211 casos confirmados no Brasil. O país já é o segundo país no mundo com o maior número de casos confirmados da doença, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que registra mais de 1,6 milhões de casos e de 98 mil mortes.
O Brasil é apontado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como epicentro das contaminações na América Latina e principal preocupação do continente com a expansão da contaminação. Na sexta-feira (22), o diretor do programa de emergências da OMS, Michael Ryan, destacou o aumento do número de casos no continente, “claramente há preocupação em muitos desses países, mas certamente o mais afetado é o Brasil neste momento".
O diretor reforçou ainda que a organização não recomenda o uso da cloroquina ou da hidroxicloroquina para tratar a covid-19. "Nós também notamos que o governo do Brasil aprovou a hidroxicloroquina para uso mais amplo, mas ressaltamos que nossas revisões clínicas sistemáticas atuais realizadas pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e a evidência clínica atual não apoiam o uso generalizado de hidroxicloroquina para o tratamento da covid-19, não até que ensaios sejam concluídos e nós tenhamos resultados claros".
O que é coronavírus?
É uma extensa família de vírus que podem causar doenças tanto em animais como em humanos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em humanos, os vários tipos de vírus podem causar infecções respiratórias que vão de resfriados comuns, como a síndrome respiratório do Oriente Médio (MERS) a crises mais graves, como a síndrome respiratória aguda severa (SRAS). O coronavírus descoberto mais recentemente causa a doença covid-19.
Como ajudar a quem precisa?
A campanha “Vamos precisar de todo mundo” é uma ação de solidariedade articulada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. A plataforma foi criada para ajudar pessoas impactadas pela pandemia da covid-19. De acordo com os organizadores, o objetivo é dar visibilidade e fortalecer as iniciativas populares de cooperação.
Como tirar dúvidas?
A Secretaria Estadual da Saúde recomenda à população e aos profissionais de saúde do RS que entrem em contato com a vigilância epidemiológica de seu município para esclarecimento de dúvidas. Nos horários que as repartições municipais não estiverem atendendo ao público, está disponível o telefone 150 – Disque Vigilância da SES. Questionamentos podem ser encaminhados também para o email [email protected].
