O Rio Grande do Sul registrou o maior número de óbitos em um dia desde o início da pandemia do novo coronavírus. Foram 17 mortes confirmadas pela Secretaria Estadual da Saúde no início da noite desta segunda-feira (25). Com isso, o número de vítimas chega a 197 e a taxa de letalidade do vírus está em 3%.
Quatro dos óbitos são de pacientes homens residentes em Porto Alegre, de 69, 82, 85 e 88 anos. Dois são de Bento Gonçalves, um homem de 24 anos com doenças crônicas e um menino de 1 mês de idade, que nasceu prematuro e, conforme a prefeitura, os pais testaram positivos para a doença. Outros três óbitos são de Viamão, duas mulheres, de 38 e 68 anos, e um homem de 67. Sapucaia do Sul registrou o falecimento de uma mulher de 59 anos e um homem de 62 anos.
Ainda conforme a SES, ocorreu um óbito nas cidades de Alvorada (mulher, 71 anos), Caxias do Sul (homem, 58 anos), Doutor Maurício Cardoso (mulher, 76 anos), Passo Fundo (mulher, 77 anos), Santa Maria (mulher, 72 anos) e Santo Ângelo (homem, 65 anos).
Com o acréscimo de 95 novos casos da doença no Rio Grande do Sul, o número total de pacientes com infecção confirmada desde o início da pandemia subiu para 6.559. Desses, 4.966 são considerados curados (75.7%) e 1.396 ainda estão com a doença ativa (21.3%). A covid-19 já está presente em 258 municípios gaúchos.
O levantamento da SES segue defasado em comparação com o número de pacientes infectados informado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Porto Alegre. A contagem estadual mostra 603 casos, enquanto a municipal confira 1.014 casos. A diferença ocorre devido ao sistema utilizado pela SMS, o Gercon, que é diferente do utilizado pela SES, o sistema E-SUS Notifica, do Ministério da Saúde. A secretaria municipal afirma estar se adaptando para integrar os sistemas e a previsão é que os dados sejam atualizados até o final desta semana.
Número de mortes pode ser seis vezes maior
Dados compilados pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde, da Fiocruz, indicam que o número de mortes no Rio Grande do Sul por covid-19 pode ser até seis vezes maior do que o informado pela Secretaria da Saúde. Entre 8 de março e 9 de maio, o estado contabilizou 669 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Dessas, apenas 106 tiveram a causa identificada como covid-19. Mas a média do período, nos últimos dois anos, é de 33 mortes. Parte da explicação para os óbitos genericamente classificados como SRAG pode estar na falta de exames realizados no estado
Situação no Brasil
Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 807 mortes por coronavírus e 11.687 novos casos da doença, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde na noite desta segunda-feira (25). Os índices foram publicados no site da pasta e não houve coletiva de imprensa.
Com os números divulgados, o Brasil salta para 23.473 óbitos e 374.898 casos confirmados de contaminação por coronavírus. Esses dados garantem ao país a triste 2ª colocação no ranking mundial da doença. Somente os EUA, com 1,6 milhões de doentes por covid-19, supera os índices brasileiros.
O número de mortes no país tem oscilado na última semana. O recorde nacional foi alcançado na última quinta-feira (21), quando o país registrou 1.188 óbitos por conta da doença. Na lista de mortes provocadas pela doença, o país ocupa a 6ª posição, atrás de EUA (97.974), Reino Unido (36.996), Itália (32.877) e França (28.460).
O que é coronavírus?
É uma extensa família de vírus que podem causar doenças tanto em animais como em humanos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em humanos, os vários tipos de vírus podem causar infecções respiratórias que vão de resfriados comuns, como a síndrome respiratório do Oriente Médio (MERS) a crises mais graves, como a síndrome respiratória aguda severa (SRAS). O coronavírus descoberto mais recentemente causa a doença covid-19.
Como ajudar a quem precisa?
A campanha “Vamos precisar de todo mundo” é uma ação de solidariedade articulada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. A plataforma foi criada para ajudar pessoas impactadas pela pandemia da covid-19. De acordo com os organizadores, o objetivo é dar visibilidade e fortalecer as iniciativas populares de cooperação.
Como tirar dúvidas?
A Secretaria Estadual da Saúde recomenda à população e aos profissionais de saúde do RS que entrem em contato com a vigilância epidemiológica de seu município para esclarecimento de dúvidas. Nos horários que as repartições municipais não estiverem atendendo ao público, está disponível o telefone 150 – Disque Vigilância da SES. Questionamentos podem ser encaminhados também para o email [email protected].
