Audiovisual

Confira cinco documentários dirigidos por mulheres pernambucanas

O gênero documentário se propõe a apresentar uma visão sobre a realidade a partir de temas diversos

Brasil de Fato | Recife (PE) |
Uma das opções é o filme "Rebu – A Egolombra de uma Sapatão Quase Arrependida" - Reprodução

Dando continuidade à nossa lista de produções audiovisuais realizadas por mulheres pernambucanas, hoje, o Brasil de Fato fez uma seleção de cinco produções em formato documental.

 O gênero documentário se propõe a apresentar uma visão sobre a realidade a partir de temas diversos. Na nossa seleção, os filmes abordam temas que vão desde a visão europeia sobre os indígenas brasileiros até o processo de transição da identidade de Beatriz para Nino, jovem trans que foi detento da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase).

Thinya (Dir. Lia Letícia) 

“Um discurso muda uma imagem?”. A partir desse questionamento e através de um álbum de fotografia encontrado pelas ruas de Berlim, a diretora Lia Letícia aborda de maneira sarcástica a visão dos europeus sobre os povos indígenas brasileiros.

Thinya é o nome indígena de Maria Pastora, quem dá voz à narração em Yaathê dos povos Fulni-ô em Pernambuco, que são traduções de livros de viajantes que vieram ao Brasil no século XV e XIX.

O filme subverto o discurso hegemônico acerca dos povos indígenas e coloca os brancos numa posição irônica e exotizante. Thinya está disponível no site do Festival-Experimento Cachoeira Doc até este domingo (7)

Rebu – A Egolombra de uma Sapatão Quase Arrependida (Dir. Mayara Santana)

Diretora e personagem principal, Rebu retrata de maneira descontraída a vida de Mayara a partir de diálogos com o pai, Pedro Bala mas também através de  fotografias, memes, conversas do MSN  e vídeos do Youtube.

É uma “egolombra” sobre o futuro e o passado; seus relacionamentos afetivos, relacionamentos abusivos , irresponsabilidade afetiva, reprodução do machismo, impulsividade e romance. Rebu está disponível no site do Festival-Experimento Cachoeira Doc até o domingo (7). 

Entre Telas (Dir. Bruninha Leite, Carine Fiúza e Maria Samara)

Essa produção coletiva foi realizada durante a primeira edição da vivência FERA (Feminismo e Equidade para Reinventar o Audiovisual), em novembro/dezembro de 2018 e aborda a crescente participação das mulheres no cinema em Recife, antes ocupado majoritariamente por homens.

O filme busca mapear a presença dessas mulheres trabalhadoras do cinema em Pernambuco a partir do diálogo com várias mulheres que partilham do interesse pelas suas representatividades no audiovisual.


Mandala num Compasso Diferente (Dir Yane Mendes)

Mandala retrata as mudanças na vida de Nino que se reconhecia e era reconhecido socialmente por Beatriz. Sendo ex-detento da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), ele fala sobre essa mudança de gênero, a sexualidade, o corpo e sua experiência de vida mesmo com pouca idade.  
 

 

(Des)Proporcional (Dir. Bárbara Galvão)

O documentário aborda as vivências de sete mulheres gordas em diferentes idades e contextos em uma sociedade gordofóbica na qual seus tamanhos e o atravessamentos de gênero fazem com que tenham em comum a luta por respeito diante de uma cultura de beleza resumida em padrões inatingíveis.

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Fonte: BdF Pernambuco

Edição: Marcos Barbosa e Leandro Melito