Arrependido?

Olavo ataca Bolsonaro: “Continue covarde e derrubo essa merda de governo”

Em vídeo divulgado neste domingo (7), o escritor não poupou críticas ao presidente. “Não quero sua amizade”

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |
Olavo de Carvalho afirmou que Bolsonaro é "inativo" e "covarde" - Foto: Reprodução/Youtube

Um dos principais influenciadores da família do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o escritor Olavo de Carvalho deu sinais, em vídeo publicado em seu canal no Youtube, na madrugada deste domingo (7), que rompeu com o ex-militar. 

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“Milícia, gabinete do ódio, existe há muito tempo, foi inventado contra mim. Não contra o Bolsonaro. E o que ele fez pra me defender? Bosta nenhuma. Chega lá e me dá uma condecoraçãozinha. Enfia a condecoração no *. Se você não é capaz de me defender contra essa gente toda eu não quero a sua amizade. Porque eu fui seu amigo, mas você nunca foi meu amigo. Você foi tão meu amigo quanto a Peppa [forma pejorativa como bolsonaristas se referem à deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP)]. Você só tira proveito e devolve o que?”, perguntou Carvalho.

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O tom crítico e ameaçador seguiu e o escritor chegou a dizer que poderia colocar um fim no governo de Bolsonaro.

“Ao invés do presidente dizer que é meu amigo, não é meu amigo não, você simplesmente se aproveitou. Ao invés de me dar uma condecoração, enfia a condecoração no *. Ta certo? Não quero mais saber. Outra coisa, você não está agindo contra os bandidos, você vê o crime, eles cometem os crimes, você presencia em flagrante e não faz nada contra eles. Isso chama-se prevaricação. Quer levar um processo de prevaricação da minha parte? Esse pessoal não consegue derrubar o seu governo? Eu derrubo. Continue inativo, continue covarde, eu derrubo essa merda desse seu governo.”

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Em outro momento, Olavo afirmou que já “na época do Orkut” havia cem mil páginas contra ele. “O anti-olavismo é um fenômeno inédito no mundo. Nunca houve um massacre jornalístico e judiciário desse tamanho contra uma pessoa. Nem contra líderes revolucionários nem contra narcotraficantes”, lamentou o escritor.

Edição: Leandro Melito