CORONAVÍRUS

Frigoríficos do Paraná são alvo do Ministério Público após mais de 100 contaminados

Órgão pede afastamento imediato e testagem em massa de trabalhadores da Coopavel

Brasil de Fato | Curitiba (PR) |
Já são 118 casos em frigoríficos da cidade - Divulgação

No Oeste do Paraná, os frigoríficos “são uma grande mola propulsora da proliferação da covid-19”. A afirmação é do vereador Paulo Porto (PT), da cidade de Cascavel, onde o Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou ação contra a Cooperativa Agroindustrial de Cascavel (Coopavel), proprietária dos frigoríficos Frialves e Frisuínos, no ultimo dia 5.

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Na ação, o MPT pede o afastamento imediato e remunerado de todos os empregados e trabalhadores terceirizados das unidades pelo prazo mínimo de 14 dias e a realização de testagem em massa custeada pela empresa. A ação vem após uma série de recomendações do MPT à Coopavel em meses anteriores, alertando para a necessidade de adequação dos frigoríficos a normas que garantissem a proteção da saúde dos trabalhadores ao coronavírus.

As recomendações pediam levantamento de trabalhadores com doenças crônicas, afastamento por tempo adequado daqueles com suspeita de Covid-19, respeito ao distanciamento entre os trabalhadores, fornecimento de equipamentos de proteção individual e transporte particular da empresa, que garantisse o distanciamento no deslocamento.

“A conduta da ré se configura como gravíssima. [...] Hoje a ré possui o estarrecedor número de 118 casos de trabalhadores contaminados, sendo o segundo frigorífico em número de Covid positivo no Paraná”, afirma o MPT na ação.

Município protege frigorífico

Contrariamente ao detalhamento de infrações feito pelo MPT, a Vigilância em Saúde do Trabalhador de Cascavel informa que a Coopavel está cumprindo todas as recomendações de proteção aos trabalhadores.

Para o vereador Paulo Porto (PT), o papel da Prefeitura de Cascavel merece atenção e cobrança. “Nos cabe a seguinte pergunta: como é possível que esses mesmos frigoríficos atendam tão bem e de maneira tão imediata às recomendações da vigilância de Cascavel e atendam tão mal, de forma tão intransigente, as recomendações do MP para as mesmas questões de proteção do trabalhador?”, questiona.

A Coopavel foi procurada para se posicionar sobre a ação mas não respondeu até o fechamento desta reportagem.

Fonte: BdF Paraná

Edição: Raquel Júnia e Gabriel Carriconde