Epidemias

Covid-19 ultrapassa a dengue em número de casos no Brasil 

Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde aponta 823.738 casos de dengue. Coronavírus já contamina 923.189 pessoas

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No dia 21 de março, o país tinha 1.128 contaminações e 18 mortes pela covid-19. Na mesma data, já haviam sido notificados 441.224 casos de dengue com 120 óbitos | Crédito: Divulgação

A velocidade de progressão da covid-19 fez com que a doença superasse, nesta semana, o número de casos de outra epidemia, a da dengue. Enquanto o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde aponta 823.738 casos de dengue, o total de contaminados pelo coronavírus já alcança 923.189 brasileiros e brasileiras, ou seja, 100 mil casos a mais.

A maioria das pessoas não sabe – até pelas atenções estarem voltadas ao perigo maior do coronavírus – mas a situação da dengue no Brasil também caracteriza epidemia, segundo os critérios da Organização Mundial de Saúde. Para a OMS, qualquer número acima de 300 contaminados por 100 mil habitantes confirma um quadro epidêmico. No Brasil, hoje, esta relação é de 392 casos x 100 mil. 

Para se ter uma ideia da rapidez da onda de contágios do coronavírus, dados oficiais apontam que, no dia 21 de março, o país tinha 1.128 contaminações e 18 mortes. Na mesma data, já haviam sido notificados 441.224 casos de dengue com 120 óbitos.

Agora, no mais recente levantamento, o coronavírus saltou de pouco mais de mil casos três meses atrás para quase um milhão, enquanto a dengue não chegou a dobrar seus números de março. Em todo o ano, causou 374 mortes e tem mais 253 casos em investigação. Enquanto isso, as perdas de vidas resultantes da covid-19 aproximam-se do patamar de 50 mil. 

O último boletim epidemiológico do Ministério referente à dengue indica que, até a 23ª semana de 2020, o Centro-Oeste apresentou a maior incidência com 997,6 casos x 100 mil habitantes. A seguir, surgem as regiões Sul (897,5 x 100 mil) e Sudeste (322,6 x 100 mil). 

Os estados mais afetados são Acre, São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, todos com incidência acima daquela do Brasil. O pior quadro no país é do Paraná, com seus 2.215,3 casos por 100 mil moradores, seguido pelo Mato Grosso do Sul (1.732,3 x 100 mil).

No Norte (96,7 x 100 mil hab., a única situação destoante é a do Acre com 523,7 x 100 mil). No Nordeste (156,3 x 100 mil), apenas a Bahia está acima dos 300 casos por 100 mil habitantes.

Editado por: Katia Marko

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