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Artigo | Eduardo Leite e a farsa do distanciamento controlado

O sistema de bandeiras é um convite para este tipo de sensação, a de que tudo está normal, quando na verdade não está

23.jun.2020 às 16h02
Sul 21 Porto Alegre
Sandro Ari Andrade de Miranda

Quando o Governo minimiza os riscos de um problema grave e joga para a população responsabilidades que são suas, está desenhando um desastre - Luiza Castro/Sul21

As estratégias com melhores resultados no combate à pandemia utilizadas até agora combinaram o lockdown com testes em massa. O Rio Grande do Sul não faz nem uma coisa nem outra. Na prática o governador, por vaidade ou por necessidade, resolveu criar um sistema mágico que isola o Estado do resto do mundo. Enquanto o confinamento da Argentina e no Uruguai prevaleceu, sem a pressão vinda dos Estados mais ao norte, o Rio Grande do Sul manteve um resultado relativamente tranquilo, chegou até a esboçar sinais de estabilidade. No entanto, o mundo real cobrou o preço e como num tsunami, a calmaria antecipou o desastre, como se observa nos hospitais de Porto Alegre, da Região Metropolitana e do Interior.

A metáfora mais utilizada em todos os países para enfrentar a pandemia tem sido a bélica. De uma guerra contra um inimigo invisível. Sabemos que ele não é tão invisível, mas o resultado de um modelo produtivo que destrói o meio ambiente e que coloniza espécies. Dentro de uma guerra, a melhor estratégia é quebrar as linhas de alimentação do inimigo, foi o que fez a Nova Zelândia, por exemplo, ou a Alemanha que caminha num respiro de normalidade. Aqui no Rio Grande do sul houve uma inovação, na qual o inimigo foi sendo alimentado aos poucos. Parodiando Gramsci, não é uma guerra de posição, na qual as trincheiras vão sendo tomadas, mas o contrário disto, o estado foi pavimentando o caminho do inimigo…

É evidente que a estratégia de Leite (PSDB) difere da de Bolsonaro. O último optou por manter a população civil andando na rua no meio do bombardeio, num processo de matança indiscriminada. Os dois erraram, conduzindo a população para o caminho da morte.

Sun-tzu e Maquiavel, dois especialistas na Arte da Guerra, recomendam que o bom general deve conhecer o inimigo e o campo de batalha (neste caso o país e o estado). Quando o adversário é desconhecido e tens forças poderosas já comprovada diante de adversários ainda mais fortes, o ideal é evitar o confronto direto. Isto resulta em menores perdas e permite ganhar tempo para obter uma vitória no momento certo. O distanciamento social e o princípio da precaução são este mecanismo de defesa. O refúgio doméstico, quando possível, funciona como trincheira real. Estas lições não foram observadas no país e no estado.

A linguagem adotada por governantes tem efeito simbólico, pode ajudar o não a enfrentar um crise. Não sou defensor da pedagogia do medo, acredito que informação consistente tem um resultado mais efetivo. As pessoas precisam saber o que estão enfrentando e cabe aos governantes proteger o seu povo. Bolsonaro é um acéfalo fascista, jamais poderia comandar uma trincheira, quanto mais um país. Já Eduardo Leite, confunde a administração com a empresarial, foca apenas na gestão financeira eficiente. Mesmo que o último fale em preservação de vidas, ambos priorizaram o interesse de grupos empresariais e colocaram o dinheiro em primeiro lugar. O resultado está aí.

Quando o Governo minimiza os riscos de um problema grave e joga para a população responsabilidades que são suas, está desenhando um desastre. Não adianta falar em distanciamento social de forma genérica e agir para a retomada das atividades normais ou, ainda, criar uma falsa sensação de segurança. O sistema de bandeiras é isto, um convite para este tipo de sensação, a de que tudo está normal, quando na verdade não está.

Para achatar a curva é necessário observar os exemplos que deram certo. Nunca significou perpetuar o caos e é isto que se obtém com essa movimentação insensata de tapar e esconder a realidade da pandemia. As pessoas saem à rua sem medidas de controle porque a linguagem simbólica, reforçada pela irresponsabilidade e omissão dos governos locais é mais forte do que o discurso forjado no mercado adotado pelo Governador gaúcho. No fundo, o pseudo-distanciamento controlado é apenas isto, uma forma de travestir o descaso por meio de um discurso de eficiência e democracia. As mudanças de bandeiras mediante pressão política e econômica, além do nos atrasos no lançamento de dados no sistema da Secretaria Estadual de Saúde por parte das Prefeituras sem nenhuma cobrança concreta por parte da gestão estadual são apenas a prova mais evidente da caminhada “formalizada” para o caos.

(*) Advogado, mestre em Ciências Sociais.

Editado por: Sul 21

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