Trabalho

Metroviários de São Paulo entram em greve a partir desta terça

Categoria decidiu paralisar atividades após tentativas frustradas de negociação e corte de 10% nos salários de julho

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Em abril de 2017, metroviários também paralisaram atividades contra reforma da Previdência proposta por Temer
Em abril de 2017, metroviários também paralisaram atividades contra reforma da Previdência proposta por Temer | Crédito: Divulgação

As linhas 1,2,3  e 15 do Metrô de São Paulo fecham nesta terça-feira (28) por decisão da categoria dos metroviários, em assembleia realizada nesta segunda-feira (27). A maioria das trabalhadoras e trabalhadores – 73% na votação virtual – decidiram paralisar as atividades após mais de dois meses de tentativas de negociação com a empresa e duas greves adiadas. 

Desde março, o sindicato tenta adiar a discussão do novo acordo e assegurar os direitos garantidos pelo acordo atual – que expirou em 30 de abril – enquanto durar a pandemia. Em audiência conciliatória realizada nesta segunda-feira (27) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), não houve acordo entre as partes.

Na noite de quinta-feira (23), trabalhadores receberam um comunicado por e-mail em que o Metrô informava o corte de 10% nos salários de julho, sem diálogo com o sindicato e sem qualquer menção sobre alterações na carga horária.

De acordo com a diretoria do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, a empresa quer um novo acordo coletivo que retira direitos conquistados pela categoria, como a diminuição de adicional noturno de 50% para 20% e da hora extra de 100% para 50%, o fim do adicional de periculosidade dos Operadores de Trem e Agentes de Segurança e a redução da participação da empresa no subsídio dos planos de saúde.

As linhas 4-amarela e 5-lilás do metrô possuem acordo coletivo distinto e não devem integrar a paralisação. Os trens da CPTM também devem funcionar. 

Editado por: Rodrigo Chagas

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