ABASTECIMENTO

Copasa assina contrato com BNDES e dá mais um passo rumo à privatização

Ação faz parte de planos do governo Romeu Zema. Especialistas ressaltam que conta de água deve aumentar de preço

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“A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) anunciou mais um passo rumo à sua privatização.” | Crédito: Créditos da foto: Reprodução

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) anunciou mais um passo rumo à sua privatização. A empresa comunicou a seus acionistas que assinou contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para serviços técnicos que vão dar início ao processo de desestatização da empresa.

O anúncio, que foi feito na quarta (9), indica que o contrato cumpre a instrução CVM 358. A assinatura do contrato foi autorizada pelo Conselho Mineiro de Desestatização, criado pelo governador Romeu Zema (NOVO).

Privatização da empresa depende de referendo popular, conforme manda a Constituição estadual

Porém, a privatização da empresa depende de referendo popular, conforme manda a Constituição do Estado de Minas Gerais. Para desestatizar ou vender ações de empresas públicas e de sociedades de economia mista, o governo tem de apresentar um projeto de lei específico à Assembleia Legislativa de Minas Gerais e, caso ele seja aprovado por no mínimo 3/5 dos deputados estaduais, deverá ser submetido a referendo popular, que dirá se a lei irá ou não entrar em vigor.

:: Leia mais: Para vender estatais, Zema terá que mudar constituição mineira ::

Críticas

Especialistas do setor denunciam que a privatização do abastecimento de água e saneamento de Minas Gerais deve resultar no aumento da conta de água e tende a piorar a qualidade do serviço prestado. Como Alex Moura de Souza Aguiar, engenheiro sanitarista e professor associado do Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (ONDAS) explica no artigo “Privatização da Copasa é para ampliar lucro dos agentes financeiros no saneamento”.

 

Editado por: Elis Almeida

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