PORTO ALEGRE

Justiça trava novamente processo de impeachment de Marchezan Jr

Juiz considerou nula a sessão da Câmara de Vereadores de Porto Alegre que recebeu a denúncia contra o prefeito

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"É preciso avisar ao prefeito Marchezan que os tempos sombrios daquele período, que esteve em vigor durante 21 anos terminaram"
“É preciso avisar ao prefeito Marchezan que os tempos sombrios daquele período, que esteve em vigor durante 21 anos terminaram” | Crédito: Divulgação/ PSDB

Em mais uma reviravolta dentro de um evento conturbado, o juiz Cristiano Vilhalba Flores, da 3ª Vara da Fazenda Pública, considerou nula a sessão da Câmara de Vereadores da capital gaúcha que, por 31 a 4 votos, recebeu a denúncia de impeachment contra o prefeito Nelson Marchezan Jr, do PSDB.

É a segunda intervenção de Flores, que já concedera liminar travando o curso do julgamento no legislativo. Ele acatou a argumentação dos advogados do prefeito que apontaram a existência de vícios no procedimento.

Uma das irregularidades indicadas pelo juiz foi a existência de projetos do executivo que tramitavam em regime de urgência na Câmara e que, apesar disso, teriam sido deixados de lado em favor das deliberações sobre o impeachment.

Segundo notou, a ausência de apreciação desses projetos impede a discussão de outros temas. Para ele, a comissão processante da Câmara também não permitiu a manifestação do advogado do prefeito, o que caracterizaria cerceamento da defesa. Por fim, apontou a restrição pela comissão do número de testemunhas a serem chamadas pelo prefeito.

Há possibilidade de recurso.

Editado por: Ayrton Centeno

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