INDIGNAÇÃO

Moradores de Viçosa, em MG, protestam contra circulação de carretas de minério

Transtorno começou em meados de 2019, com o início das atividades da empresa Zona da Mata Mineração

Belo Horizonte | Brasil de Fato (MG) |

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Ato reivindica a realização de uma audiência pública e um projeto de transporte que respeite leis do município; mais de 100 carretas cortam a cidade diariamente - Foto: Vinicius Vieira / Levante Popular da Juventude

Manifestantes interditaram uma avenida na cidade de Viçosa, localizada na Zona da Mata de Minas Gerais, na tarde desta segunda (28). O principal objetivo foi chamar atenção para o intenso fluxo de carretas que transportam minério de ferro para a empresa Zona da Mata Mineração (ZMM). Segundo os manifestantes, são cerca de 100 carretas por dia a serviço da mineradora trafegando pela cidade durante o dia, a noite e a madrugada.

“Os moradores alertam para o impacto causado nas vias públicas e nos edifícios, já que as construções não têm estrutura adequada para suportar esse fluxo. A rota que está sendo utilizada não foi aprovada em licenciamento ambiental pelos órgãos responsáveis, tendo em vista que a ZMM não apresentou rota de escoamento quando obteve as autorizações necessárias para operação”, informam os manifestantes em nota.

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Eles destacam ainda que o projeto de escoamento de minério da ZMM deve levar em conta o Código de Posturas do Município, disciplinando horário, fluxo e região para o tráfego de carretas.

“Os moradores solicitam também que seja convocada audiência pública com a presença dos órgãos ambientais que emitiram as licenças de operação da ZMM, para que seja esclarecido o motivo de não haver rota de escoamento planejada no projeto de extração mineral apresentado pela empresa”.

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Entenda

O minério de magnetita transportado pelas ruas de Viçosa vem da exploração feita pela empresa Zona da Mata Mineração, nas cidades vizinhas Teixeiras (MG) e Pedra do Anta (MG). Desde o início, como apontou reportagem do Brasil de Fato MG, o projeto tinha falhas quanto a como aconteceria o transporte da carga.

Fonte: BdF Minas Gerais

Edição: Elis Almeida e Rodrigo Chagas