Capitalismo

Jornal Brasil Atual Edição da Tarde | 11 de novembro de 2020

Bancários se mobilizam nas redes contra demissões do Bradesco em meio à pandemia, e "mesmo com lucro de R$ 12 bilhões"

Ouça o áudio:

"Bradesco lucrou mais de R$ 12 nos primeiros nove meses de 2020, um ganho obtido graças ao esforço dos bancários” denunciam trabalhadores diante das demissões - Sindicato dos Bancários de Maringá e Região

Sindicatos de bancários de diversas regiões do país se mobilizaram, nesta quarta-feira (11), nas redes sociais contra as demissões no Bradesco e contra possível fechamento de mais de mil agências. 

Foram usadas hashtags como #QuemLucraNãoDemite e #BradescoPareDeMentir.

Em suas redes, o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre expressou: “Mesmo com a pandemia, o Bradesco lucrou mais de R$ 12 bilhões nos primeiros nove meses de 2020, um ganho obtido graças ao esforço dos bancários”.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região pediram respeito com quem diariamente contribui para que o banco tenha lucro mesmo na pandemia. Conforme informado pelo portal FDR, o Bradesco estuda cortes, principalmente demissão de funcionários, fechamento de agências e prédios, porque alega que os custos são altos e que o lucro deste ano ficou abaixo do registrado em 2019.

Confira ainda no Jornal Brasil Atual Edição da Tarde, reportagem da Rede Brasil Atual que denúncia contratação pela prefeitura de Bruno Covas de terceirizados com salários até 13 vezes maior que os de servidores.

Documentos de prestação de contas de empresas terceirizadas que realizam o Trabalho Social para a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), obtidos pela RBA, mostram que coordenadores gerais receberam até R$ 68,8 mil por mês. Um servidor público, na mesma função, cargo de Coordenador V, receberia cerca de R$ 5 mil, segundo documentos da Controladoria Geral do Município (CGM). O próprio órgão já alertou o governo Bruno Covas sobre isso.

É o caso da contratação da Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos (Cobrape) pela Sehab. Com um valor por hora de R$ 409,74, o coordenador-geral de Trabalho Social da empresa recebeu R$ 68,8 mil, em setembro deste ano, por uma carga horária de aproximadamente oito horas diárias. Em outros cargos a situação não é diferente. Os cinco consultores receberam aproximadamente R$ 25 mil cada um, sendo que servidores públicos na mesma função – cargo de assessor especial I – receberiam R$ 4.557. Os ganhos mensais de um consultor terceirizado pelo governo Bruno Covas pagariam o salário de cinco servidores públicos concursados na mesma função.

Os três supervisores de trabalho social receberam cerca de R$ 30,7 mil em setembro, no contrato da Cobrape com a Sehab. Na função correspondente, Analista de Assistência e Desenvolvimento Social Nível IV, o salário é menos da metade: R$ 14.299. Mesmo nos cargos sem especialização, como auxiliares administrativos, os valores pagos nos contratos são muito superiores aos pagos no serviço público. Nesta função, a Cobrape paga aproximadamente R$ 6.042 aos seus seis auxiliares. Se fossem servidores, o salário seria pouco mais da metade: R$ 3.485.

Confira todas os destaques e reportagens completas no áudio acima.

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O Jornal Brasil Atual Edição da Tarde é uma produção conjunta das rádios Brasil de Fato e Brasil Atual. O programa vai ao ar de segunda a sexta das 17h às 18h30, na frequência da Rádio Brasil Atual na Grande São Paulo (98.9 MHz) e pela Rádio Brasil de Fato (online). Também é possível ouvir pelos aplicativos das emissoras: Brasil de Fato e Rádio Brasil Atual.

Edição: Mauro Ramos