PANDEMIA

Ocupação de leitos de UTI da rede municipal no Rio chega a 95%

Alta de contaminações pela covid coincide com a flexibilização das medidas de isolamento na capital fluminense

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Paciente com covid na UTI em Leganes, Espanha nesta sexta (16). Governo espanhol declarou estado de emergência na região de Madri. País tem cerca de 910.000 casos registrados e mais de 33.000 mortes
Paciente com covid na UTI em Leganes, Espanha nesta sexta (16). Governo espanhol declarou estado de emergência na região de Madri. País tem cerca de 910.000 casos registrados e mais de 33.000 mortes | Crédito: PIERRE-PHILIPPE MARCOU / AFP

A taxa de ocupação de leitos de UTI no município do Rio de Janeiro chegou a 95% na última quarta-feira (11). Na rede pública municipal, 239 dos 251 leitos estão ocupados por pacientes com a covid-19. E o número de casos na capital fluminense já chega a 124.912. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o Rio acumula 12.419 óbitos desde o início da pandemia.

O aumento do número de casos e de internações, com alerta para a possibilidade de atingir a ocupação total dos leitos, coincide com a decisão do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), de flexibilizar as medidas de segurança e isolamento que têm por objetivo evitar novas contaminações pelo novo coronavírus.

Na semana passada, ao liberar o funcionamento de bares, restaurantes e boates, Crivella afirmou, durante coletiva de imprensa, que a covid "matou menos que o esperado no Rio", que a cidade não terá a chamada "segunda onda" com alta de novos casos e que "ninguém morreu por falta de leitos". Mas segundo um levantamento da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DP-RJ), quase duas mil pessoas morreram aguardando internação.

Leia também: Covid-19: quase 2 mil pessoas morreram por falta de leitos no estado do Rio

Na última terça-feira (10), profissionais de educação da rede municipal decidiram manter a greve, com aulas remotas, e não seguir a determinação da Prefeitura do Rio para que as aulas presenciais fossem retomadas na quarta-feira (11). O Sindicato Estadual dos profissionais de Educação do Rio (Sepe) vê riscos altos de contaminação para profissionais, alunos e familiares caso as aulas sejam retomadas.

O vereador Reimont (PT) entrou com uma ação popular com pedido de liminar de urgência contra o município do Rio de Janeiro para impedir que a prefeitura reabra as escolas municipais.

"Apesar de Crivella agir como se tudo estivesse 'normal', a pandemia não acabou. Nos últimos meses, o prefeito vem agindo sem responsabilidade e sem transparência com as profissionais e os profissionais de educação, alunos e familiares. Informações desencontradas e decisões autoritárias expõem a todas e todos, sem levar em consideração a saúde das pessoas, estrutura das escolas, os protocolos de segurança e as recomendações de especialistas", criticou o parlamentar.

Editado por: Eduardo Miranda

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