TURISMO

Cidade de Buíque deve ser regulamentada como novo ponto turístico de Pernambuco

Município abriga o Vale do Catimbau, que é o segundo maior parque arqueológico do Brasil

Brasil de Fato | Recife (PE) |
Parque tem 62.300 hectares e tem a vantagem de ser um lugar pouco conhecido, o que garante preços baixos
Parque tem 62.300 hectares e tem a vantagem de ser um lugar pouco conhecido, o que garante preços baixos - Everaldo Morais

Uma equipe técnica da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) irá, nesta quinta-feira (14), ao município de Buíque, município no agreste pernambucano. Durante dois dias, três gestores visitarão os principais atrativos e equipamentos da região. A ideia é poder incluir o Vale do Catimbau dentro da oferta turística do estado nas capacitações regulares realizadas com o trade.

“Visitamos Buíque na semana passada para conhecer um pouco do destino e observamos a necessidade de uma visita mais técnica, para mapear e levantar pontos importantes para a melhora da atividade turística do município e da região, que já atende uma demanda local, atraindo pernambucanos e turistas de outros estados do Nordeste”, comenta o secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Rodrigo Novaes.   

A visita técnica tem como objetivo mapear as potencialidades e extrair informações necessárias para a promoção do destino entre agências e operadoras de viagem. Além disso, os técnicos da Empetur vão levantar as necessidades mais urgentes da região para melhor receber os visitantes.

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Vale do Catimbau

A 300 Km do Recife, o Parque Nacional do Catimbau, ou Vale do Catimbau, como é mais conhecido, fica nas cidades de Buíque, Ibimirim e Tupanatinga, entre o agreste e o sertão do estado. O Parque tem 62.300 hectares e tem a vantagem de ser um lugar pouco conhecido, o que garante preços baixos para hospedagem, passeio e pacotes de trilhas turísticas.

O Catimbau é o segundo maior parque arqueológico do Brasil, ficando atrás apenas da já conhecida Serra da Capivara, no Piauí. São cerca de 27 sítios arqueológicos com pinturas rupestres estimadas em até seis mil anos de idade com diversos estilos e cores, o que revela que diversas sociedades de distintos períodos da história viveram por ali.

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A variedade de formações rochosas com diversas cores e níveis de erosão são justificadas por pesquisas que atestam que há milhões de anos atrás a região era, na verdade, o fundo do oceano. Por isso algumas formações rochosas são famosas por lá, como a Pedra Furada, do Elefante e do Cachorro. Também foi em Buíque que o escritor Graciliano Ramos, autor do livro Vidas Secas, passou parte da infância.

 

Fonte: BdF Pernambuco

Edição: Camila Maciel e Vanessa Gonzaga