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PERSEGUIÇÃO/RACISMO

Ex-jogador do Treze denuncia perseguição pela cor da sua pele em supermercados de CG

“Eu sou seguido, as pessoas me olham e vêm atrás de mim”

03.mar.2021 às 13h46
João Pessoa - PB
Cida Alves

Tiago Messias, ex-zagueiro do Treze , sofreu várias contusões, a maioria no joelho direito, e infelizmente, teve de abandonar a carreira - Foto: Leonardo Silva / Jornal da Paraíba

O ex-jogador do Treze de Campina Grande, Tiago Messias de Jesus, usou o Facebook nesta segunda-feira (01) para relatar a discriminação que sofre nos estabelecimentos em Campina Grande. 


Tiago Messias de Jesus em vídeo no Facebook, relata a discriminação que sofre nos estabelecimentos em Campina Grande / Imagem: internet

Segundo ele, seguranças de alguns Supermercados Atacadistas vêm perseguindo, diariamente, as pessoas pela cor da pele: “Eles não estão preparados para o trabalho deles e, infelizmente, seguem as pessoas pela cor da pele, e pela forma como as pessoas estão vestidas. Já vi meninas pequenininhas, que moram em comunidade, e que às vezes são seguidas dentro do mercado. Eu fico triste, dói muito em meu coração”

Eu sou seguido, as pessoas me olham e vêm atrás de mim

“Tenho ficado calado, não vou citar nomes de estabelecimento nenhum, mesmo porque isso daí acontece em muitos estabelecimentos, não só em mercado mas em lojas de roupa e em vários lugares. Eu sou seguido, as pessoas me olham e vêm atrás de mim, e isso eu não vou aceitar”

Tiago também avisou que não pretende revelar os nomes dos estabelecimentos e nem entrar com qualquer ação judicial contra os supermercados. “Não quero dinheiro, quero que parem de me seguir”, informou.

Diariamente ele precisa ir a supermercados atacadistas para abastecer o restaurante onde trabalha, e em seu relato, desabafa estar cansado de ser seguido por seguranças dentro dos estabelecimentos. Segundo ele, sua família, que muitas vezes o acompanha nas compras, sofre a mesma discriminação.

“Tem acontecido de forma recorrente e eu não posso aceitar isso. É inaceitável ter que conviver com isso, entrar dentro do mercado e saber que vou ser seguido”, e continua, “sou trabalhador, mas as pessoas me olham e vem atrás de mim. No sábado, cheguei ao meu limite. Chamei o cara da segurança, não o desrespeitei, e perguntei porque me seguem. Um deles disse que nem tinha me visto, como se fosse coisa da minha cabeça, mas não é. Isso dói em meu coração”, lamentou.


Tiago Messias chegou a vender águas no semáforo / Foto: Tv Paraíba

Em virtude de seguidas lesões, ele teve de abandonar a profissão. Casado e com três filhas, chegou a vender água em semáforos. Hoje ele frequenta a igreja evangélica, mas em seu relato conta que ficou tão revoltado que chegou a perder alguns cultos: 

“Sábado passado deixei de tocar na igreja porque estava com meu coração cheio de raiva, cheio de revolta, porque não aceito isso. Só sabe quem sente na pele”, relata ele.

Ex-zagueiro do Treze, com destaque no bicampeonato paraibano 2010-2011, sofreu várias contusões, a maioria delas no joelho direito, e precisou fazer quatro cirurgias, todas insuficientes para resolver o problema. Passou a conviver com dores intensas que nunca mais lhe abandonaram, e se viu impedido de continuar jogando. Assim, precisou encerrar a carreira. 

Violência contra homens negros no Brasil

O caso é de alerta. A violência contra homens negros praticada em supermercados no Brasil vitimou ao menos três pessoas e teve outras torturadas nos últimos dois anos. O emblemático caso de João Alberto Silveira Freitas, homem negro, de 40 anos, que foi espancado e morto por dois seguranças brancos, nas vésperas do 20 de novembro de 2020 (dia de Zumbi dos Palmares e dia da Consciência Negra) em uma unidade do supermercado Carrefour de Porto Alegre, teve grande repercussão no país.

Em 2019, um adolescente negro foi filmado nu, com as mãos amarradas e a boca amordaçada, sendo chicoteado por seguranças do supermercado Ricoy, na Zona Sul de São Paulo. Estes são apenas alguns casos reincidentes no país.

Para o advogado criminalista Flavio Campos, integrante da Educafro, os repetidos casos indicam racismo na atuação dos seguranças que trabalham nas redes de supermercados.

Segundo Campos, há uma ideia de que as pessoas negras não são consumidores, “destinatários do produto ou serviço ofertado” nos locais. Para ele, a visão é de que o negro “é um perigo”.

“Todos os negros passam por isso. Seguranças fazem questão de te perceber no espaço e mostrar que estão de olho em você, que é um perigo, não um consumidor”, afirma.

O advogado ressalta que todas as pessoas dos casos citadas são negras. “Qual pretexto para espancar uma pessoa até a morte? Por que vai torturar? A única coisa que relaciona essas pessoas é a cor da pele”, defende ele em entrevista à Ponte.org.

A denúncia de Tiago Messias pode ser uma medida profilática de agressões e abusos, para que nunca mais aconteçam perseguições e maus tratos às pessoas negras em espaços públicos em Campina Grande.

Editado por: Maria Franco
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