Colapso

Reorganização da Saúde em Curitiba é placebo no combate à pandemia, critica coletivo

Coletivo de servidores municipais cobra que seja admitido o colapso no município

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A última atualização do IntegraSUS informa que no Ceará já foram confirmados 418.072 casos de covid-19 com um total de 11.143 óbitos. | Crédito: Foto: Secretaria de Saúde do Estado do Ceará

Curitiba anunciou na noite desta terça (9) a reorganização do sistema de saúde municipal, dando prioridade para atendimento a pacientes de Covid-19. Algumas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) passam a atender exclusivamente casos de Covid-19 e algumas Unidades Básicas de Saúde (UBS) serão transformadas em pronto atendimento.

Com o anúncio, Coletivo Sismuc Somos (organização de Servidores Públicos Municipais de Curitiba) lançou uma nota criticando a decisão, que seria "mais um placebo no enfrentamento da pandemia."

"A medida em nenhuma hipótese amplia o atendimento dos curitibanos e curitibanas. Pelo contrário, restringe, pois deixa de atender consultas eletivas e de pessoas com comorbidades que estão ainda muito longe da vacina", afirma-se na nota.

O sindicato ainda demonstra preocupação em relação à sobrecarga de trabalho que os profissionais de saúde, que já estão em nível de exaustão, podem vivenciar com as mudanças.

"Falta coragem para decretar bandeira vermelha, para admitir o colapso do sistema e para socorrer os mais pobres", critica o coletivo.

Editado por: Lia Bianchini

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