LUTO

Um dos fundadores do Sindipetro-RS, José Eray Martins é vítima da covid-19

Petroleiro começou sua militância sindical em 1964 e nunca deixou de lado a defesa da Petrobras

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José Eray Martins | Crédito: Reprodução

Faleceu neste final de semana, vítima da covid-19, José Eray Martins. Gaúcho natural de Lavras do Sul, ele se despede da vida aos 79 anos de idade. Petroleiro desde 1962, começou em 1964 a sua militância sindical, sendo um dos fundadores do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS).

Em homenagem, diretoria e funcionários do Sindipetro-RS destacam que “o silêncio não fazia parte da sua vida. Um lutador, que enfrentou as dificuldades da pobreza e do racismo e foi atrás do seu sonho, pois desde criança o petróleo brasileiro lhe fascinava. Em 1962 se tornou um petroleiro. Participou das obras da Refap, viu o exército ocupar a refinaria, se formou em Comunicação Social. Em 1964 começou a sua militância sindical, sendo um dos fundadores do Sindipetro-RS, sempre atribuindo as conquistas dos petroleiros a luta sindical”.

Conforme o Sindipetro-RS, José Eray Martins se aposentou em 1991, mas não deixou de lado a luta e a defesa da Petrobras. “Em 2009, mobilizou parlamentares para recolocar a Torre do Petróleo em seu local de origem, na Praça da Alfândega, centro de Porto Alegre. Não tinha tempo ruim para o Eray quando se tratava de defender os interesses da categoria e do petróleo brasileiro. Sempre presente nos Congressos, nas mobilizações e nas confraternizações, ele sabia transitar entre todos”, afirma a nota.

O Sindipetro-RS ressalta ainda seu papel enquanto comunicador. “Se intitulava o ‘Ombudsman’ dos boletins do Sindicato. Prestava atenção nos detalhes, corrigia, elogiava, sugeria. Era um acolhedor, sabia reconhecer as virtudes alheias. Lutava por justiça e igualdade. Um amante das artes, fez várias participações em filmes e teatros. Foi um dos idealizadores do grupo de teatro Tanabeira, que reúne petroleiros e petroleiras aposentados”.

“Hoje a luz do palco se apagou e o seu conhecido timbre de voz se calou de vez. Não terá risos, o cenário é de tristeza. Eray foi um protagonista e a nossa tarefa é aplaudir”, conclui a homenagem do sindicato.


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Editado por: Marcelo Ferreira

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