CONTINUAÇÃO

Acompanhe ao vivo o julgamento da suspeição de Sergio Moro na 2ª Turma do STF

Votação foi interrompida no dia 9 com placar de 2 a 2, após pedido de vistas de Nunes Marques. Cármem Lucia também vota

Durante sessão desta terça (9) na Segunda Turma do STF, ministra Cármen Lúcia considerou “gravíssimo” interceptação telefônica em escritório de defesa de Lula, autorizada por Moro | Crédito: Lula Marques

O ministro Gilmar Mendes, presidente da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), pautou para a tarde desta terça-feira (23) a continuidade do julgamento da suspeição do ex-juiz Sergio Moro nos processos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Lava Jato. A sessão teve início 14h25. Acompanhe ao vivo:

O placar foi interrompido em 2 a 2, no último dia 9, após pedido de vistas do ministro Kassio Nunes Marques. Ele prometeu ser ágil na análise do processo, e devolveu o caso para julgamento.

O pedido para declarar a suspeição de Moro foi feito pela defesa de Lula, que, por meio de habeas corpus, alega que Moro foi parcial nas condenações.

Os ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia votaram contra a suspeição de Moro, mas indicaram que devem fazer nova manifestação de voto. Nos bastidores, há expectativa de que Cármen Lúcia mude seu posicionamento, à luz das mensagens vazadas no âmbito da operação Spoofing.

Leia mais: Spoofing: o tiro no pé de Moro e no coração da Lava Jato

Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski consideraram Moro parcial.

O voto de Nunes Marques, nomeado por Jair Bolsonaro, é considerado decisivo. Ele é o último dos cinco a votar, mas os demais podem mudar de posicionamento até o fim do julgamento.

O julgamento do habeas corpus, referente ao "caso triplex", começou em 2018. A retomada da votação, no último dia 9, foi motivada pela decisão do ministro Edson Fachin de anular as condenações de Lula considerando a 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba incompetente para julgar aquelas ações.

Redistribuição no DF

A incompetência do ex-juiz Sergio Moro ainda precisa ser confirmada pelo plenário do Supremo, antes que as ações penais contra Lula sejam redistribuídas no Distrito Federal. Não há data para esse julgamento.

:: Conheça os quatro juízes que podem decidir o rumo das ações penais de Lula no DF ::

Editado por: Rebeca Cavalcante

|

Newsletter