QUEDA POPULACIONAL

Impactos da covid: regiões registram número maior de mortes do que nascimentos

Rio de Janeiro (RJ) registrou mais mortes pelo sexto mês seguido; estado do Rio Grande do Sul chegou à marca em março

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |
Na última segunda-feira (12), o Brasil registrou 35.785 novos casos de covid-19, de acordo com as informações do Conass; mais de 13,5 milhões de pessoas já foram contaminadas - Amazônia Real / Fotos Públicas

A diferença entre os registros de nascidos e mortos no Brasil caiu significativamente de janeiro para março deste ano. Esse número era de 80.849 no primeiro mês do ano, e passou para 47.939 em março – uma redução de 41% desde o início do ano.

A cidade do Rio de Janeiro registrou um número maior de mortes do que de nascimentos em março deste ano, de acordo com dados do Portal de Transparência do Registro Civil, compilados pelo portal G1. É o sexto mês seguido que essa realidade se repete. 

A diferença, que já vinha caindo ao longo do tempo, acelerou rapidamente com a pandemia do novo coronavírus.

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Desde outubro do ano passado, o movimento de ultrapassagem do número de nascimentos pelo número de mortes começou a aparecer na capital.

Durante os últimos meses, a maior diferença foi registrada em dezembro, quando o número de mortes foi 29,86% maior - o mês somou 7.553 mortes e 5.298 nascimentos.

Neste início do mês de abril, as mortes já ultrapassam os nascimentos, foram 1.806 contra 1.469 até a última segunda-feira (12).

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Ainda segundo levantamento do portal G1, o estado do Rio apresenta movimento diferente: após alta em fevereiro, o estado voltou a registrar uma diminuição na diferença entre nascimentos e óbitos em março deste ano. O percentual havia chegado a 7% – foram 16.538 recém-nascidos e 15.455 mortes, diferença de apenas 1.083 atos cartoriais.

O estado registrou mais óbitos do que nascimentos em três momentos distintos da pandemia: o primeiro foi em maio do ano passado, quando foram registrados 16% óbitos a mais do que nascimentos – 20.238 mortes e 17.495 nascimentos. O segundo em dezembro do ano passado, que repetiu os mesmos 16% – 17.700 mortes e 14.822 nascimentos. Por fim, em janeiro deste ano, houve uma variação de 1% a mais de óbitos - 15.673 óbitos contra 15.555 nascimentos.

Rio Grande do Sul

Em março, pela primeira vez na história, o número de óbitos registrados no Rio Grande do Sul superou o de nascimentos: foram 15.802 mortes registradas por todo tipo de causa, contra 11.971 registros de nascidos vivos, segundo o Portal Transparência no estado.

Em toda a região Sul do Brasil, foram 34.211 nascimentos contra 34.459 óbitos, uma diferença de 248 registros emitidos em março, segundo dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen Brasil) no Portal da Transparência.

 

*Com informação de Clóvis Victoria, repórter do Brasil de Fato RS, e da redação do Brasil de Fato RJ

Edição: Poliana Dallabrida