Desinvestimento

Pesquisa do Diesse aponta queda de investimentos em áreas sensíveis no RS 

A educação foi uma das áreas mais impactadas, tendo sofrido corte de 46% em cinco anos

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Educação pública no RS vive um clima de grandes incertezas, após o recomeço do ano letivo. Não há garantias para um retorno presencial seguro, enquanto persistem dificuldades no remoto | Crédito: Reprodução

Utilizando dados do portal da transparência do estado, a pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou significativa redução de investimentos nos últimos anos em áreas prioritárias para o Rio Grande do Sul, como educação, saúde e agricultura. 

Segundo análise da entidade, na comparação entre 2015 e 2020, a educação sofreu retração de 46%, o que representa R$ 36,4 milhões a menos. Conforme aponta o levantamento, em relação ao montante investido pelo estado, a educação em 2015 representava 13,7%, enquanto em 2020 foi 7,5%.

“A mesma redução na participação é observada quando se verifica a participação da educação dentro do Poder Executivo, onde em 2015 os investimentos em educação representaram 18,1% e, em 2020, 10,6%.”, aponta o relatório.

Já na área da saúde, os cortes entre os anos 2015 e 2019 chegaram a marca de uma redução de R$ 18,8 milhões (-97%) nos investimentos. “Chama atenção que a participação dos investimentos na saúde, em 2015, em comparação com o total investido pelo estado naquele ano, representava 3,4%, já em 2019, 0,1%. “, ressalta.

Com o advento da pandemia, a saúde teve um incremento de R$ 7 milhões (aumento de 39%) na comparação de 2015 com 2020. A pesquisa ressalta que o aumento foi devido a aportes especiais por conta da pandemia de covid-19. 

Na agricultura, ao fazer a comparação de 2015 com 2020, houve uma redução de investimentos de 257 mil (-6%), mantendo a participação da agricultura no total de investimentos nos anos de 2015 e 2020, que representa 0,7%. De acordo com o levantamento, se considerada a participação da agricultura sobre o total de investimentos somente do Poder Executivo, o percentual pouco se altera passando para 0,9%.

Pesquisa analisou últimos cinco anos / Reprodução

Os investimentos consideram gastos com planejamento e execução de obras, incluindo aquisição de imóveis, instalações, equipamentos e material permanente. Conforme destaca o Dieese, as variações são em termos nominais. Se os patamares de investimentos fossem ao menos mantidos, o crescimento esperado deveria ser compatível com a inflação do período, acumulada em 36,96% (IPCA/IBGE).


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Editado por: Marcelo Ferreira

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