Solidariedade

No Rio, ação de solidariedade vende gás a preço justo para moradores de ocupações

Iniciativa organizada pela Federação Única dos Petroleiros e Central de Movimentos Populares também distribuiu alimentos

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |
Com a redução do auxílio emergencial, ficou ainda mais difícil para as famílias pobres comprarem o gás de cozinha e se alimentarem - Pablo Vergara

Na manhã da última quinta-feira (29), uma ação de solidariedade ofereceu botijões de gás de cozinha a R$ 40 para 200 famílias moradoras de ocupações localizadas na Zona Portuária, região central do Rio de Janeiro (RJ). Também foram distribuídas cestas de alimentos, máscaras de proteção e kits de higiene.

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A ação foi organizada pela Central de Movimentos Populares (CMP) e pela Federação Única dos Petroleiros (FUP). Também participaram os coletivos cariocas de luta por moradia Quilombo da Gamboa e Galpão Gamboa.

Além de amenizar os impactos do desemprego e da pandemia de covid-19 no dia a dia das famílias, a iniciativa teve o objetivo de denunciar a privatização da Petrobras, fortalecer a luta por vacina já para toda a população, pela volta do auxílio emergencial no valor de R$ 600 e pelo “fora Bolsonaro”.


Além de amenizar os impactos do desemprego e da pandemia de covid-19, a iniciativa teve o objetivo de denunciar a privatização da Petrobras / Pablo Vergara

“São mais de 22 ocupações espontâneas só na Zona Portuária do Rio, todas em situação de vulnerabilidade. O gás está custando quase R$ 100, é impossível manter comprar nesse preço. O alimento também está caríssimo”, aponta Roberto Gomes, da coordenação da CMP e do coletivo Quilombo da Gamboa.

A redução do auxílio emergencial, a alta do preço dos alimentos, a política da Petrobras de acompanhar o preço de importação do petróleo – que provoca constantes aumentos de preços dos combustíveis –, tornou ainda mais difícil para as famílias pobres comprarem o gás de cozinha e se alimentarem.  

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“Em meio a pandemia da covid-19, gestos como este são de extrema necessidade para amenizar um pouco o problema da fome que atinge milhares de brasileiros. Essas ações de luta e defesa da soberania alimentar e da dignidade do nosso povo fortalecem o elo entre o movimento sindical e os movimentos populares, visando a retomada da democracia no país”, complementa Deayvid Bacelar, coordenador geral da FUP.

Além do Rio, a ação acontece aconteceu em bairros periféricos de 11 cidades do Brasil. 

Fonte: BdF Rio de Janeiro

Edição: Mariana Pitasse e Poliana Dallabrida