Tarifa mais cara

MetrôRio volta atrás e tarifa é fixada em R$ 5,80; passagem é a mais cara do país

Concessionária havia fixado tarifa em R$ 6,30; após termo aditivo de contrato com governo do RJ valor baixou 50 centavos

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Estudos da Pontifícia Universidade Católica (PUC) apontam risco de desmoronamento na obra.
Estudos da Pontifícia Universidade Católica (PUC) apontam risco de desmoronamento na obra. | Crédito: Divulgação/Metrô Rio

A partir desta terça-feira (11), a tarifa básica do MetrôRio passa de R$ 5 para R$ 5,80. O valor representa um reajuste 50 centavos menor do que os R$ 6,30 que a concessionária havia demandado inicialmente. Isso porque após quase dois meses de negociações com o governo do estado do Rio, a concessionária voltou atrás e estabeleceu a tarifa em R$ 5,80.

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Segundo informações do jornal Valor Econômico, o acordo do novo valor foi aceito em troca da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp) extinguir alguns processos judiciais contra a concessionária.

Mesmo com a redução do valor inicial, o Rio de Janeiro passa a ter a tarifa de transporte público mais cara do Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Até então, a passagem mais cara do país era a de R$ 5,50 cobrada no Distrito Federal (DF).

Em março, conforme noticiado pelo Brasil de Fato, a Agetransp havia autorizado a concessionária a praticar um reajuste de 25,71%, o que faria a passagem do metrô pular de R$ 5 para R$ 6,30.

A nova tarifa seria cobrada a partir de 2 de abril. No entanto, o reajuste foi adiado duas vezes e passou a vigorar apenas nesta terça (11). No site do MetrôRio, o valor da nova tarifa de R$ 6,30 chegou a ser anunciado, mas foi tirado do ar após a concessionária e o governo do RJ assinarem o sétimo termo aditivo ao contrato de concessão para exploração do serviço, que contemplou a redução do valor.

Procurada pelo Brasil de Fato, a assessoria do MetrôRio informou em nota que não haverá subsídio do governo estadual na tarifa e que a alteração no valor se dá “diante do cenário socioeconômico provocado pela pandemia e também da grande queda de demanda do sistema metroviário”. No comunicado, a concessionária não se refere aos termos tratados no acordo com o governo do RJ sobre a extinção de processos judiciais.

Editado por: Mariana Pitasse

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