Queixa-Crime

Após ser chamado de “Poste Geral da República”, Aras processa professor da USP

Procurador-geral viu calúnia, injúria e difamação em declarações do acadêmico, que o chamou de "servo de Bolsonaro"

Jair Bolsonaro (sem partido) e o procurador-geral da república Augusto Aras, que pediu a suspensão do inquérito contra a rede de fake news bolsonarista nesta quarta-feira (27). | Crédito: EVARISTO SA/AFP

O procurador-geral da República, Augusto Aras, apresentou uma queixa-crime contra o professor Conrado Hübner Mendes, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), por "calúnia, injúria e difamação". Para a defesa de Aras, o acadêmico cometeu "crimes contra a honra" do procurador quando fez uma série de postagens no Twitter e escreveu um artigo para a Folha de S.Paulo em janeiro deste ano.

Em suas publicações, o professor diz que Aras foi omisso diante de atos e falas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a pandemia de coronavírus. Em seus posicionamentos, o professor chamou Aras de "Poste Geral da República" e de "servo" de Bolsonaro, por exemplo

:: Relembre momentos em que Aras foi criticado por autoritarismo ::

No começo de maio, o procurador já tinha feito uma representação contra o professor na Comissão de Ética da USP pelas mesmas publicações. Ele dá aulas de direito constitucional na instituição.

O documento foi protocolado na última quarta-feira (19) na Justiça Federal do Distrito Federal. Ela irá decidir se vai abrir um processo criminal contra Hübner.

 

Editado por: Vinícius Segalla

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