Lado do governo

Repressão da PM não foi autorizada, diz vice-governadora de Pernambuco

Os atos do #29M, convocados nacionalmente pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, foram reprimidos no Recife

RECIFE |
Batalhão de Choque interrompeu ato pacífico com força desproporcional - Agência JC/Mazela

A vice-governadora do Estado de Pernambuco, Luciana Santos (PCdoB), afirmou que a repressão feita pela Polícia Militar aos protestos deste sábado (29), no Recife, não foi autorizada pelo Governador do Estado, Paulo Câmara (PSB).

O Batalhão de Choque da Polícia Militar dispersou os manifestantes com bombas de borracha e spray de pimenta no momento em que o ato já se encaminhava para o final.

Luciana Santos destacou, em publicação nas redes sociais, que o governador tem se pautado pela democracia e pelo diálogo. Ela também pontuou que condena este tipo de postura da polícia e que irá solicitar apuração sobre o comportamento do Batalhão de Choque durante as manifestações.
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Luciana Santos (@lucianasantos_65)


29M no Recife

A mobilização no Recife começou por voltas das 9h da manhã, após concentração na praça do Derby,  na área central da cidade. O ato seguia de forma pacífica quando foi interrompida pela ação do Batalhão de Choque, na Ponte Duarte Coelho, no bairro da Boa Vista.

Os manifestantes estavam usando máscaras, respeitando as regras de distanciamento e reivindicando vacinação em massa, auxílio emergencial no valor de R$600 e o impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

Por volta das 10h40, o grupo saiu em passeata em direção ao bairro de Santo Antônio, também no Centro do Recife, quando foi reprimido pela polícia, nas imediações da Avenida Guararapes com a Ponte Duarte Coelho.

“Nós já estávamos no final do ato. Estávamos fazendo um jogral, a mais ou menos 200 metros de onde a polícia estava, e pedindo para que as pessoas dispersassem. De repente, começaram os tiros. Os policiais acertaram um homem que estava sozinho e não participava do ato. Como pode? Essa ação revela o despreparo e o autoritarismo da Polícia Militar de Pernambuco”, informou Paulo Rocha, presidente da Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco.

Ele também disse que, ao lado da vereadora Dani Portela (Psol) e da co-deputada estadual das Juntas (Psol,) Jô Cavalcanti, tentaram um diálogo com o Governo do Estado no momento da ação policial, mas não conseguiram.

Paulo Rocha também informou que a vereadora do Recife, Liana Cirne (PT), foi agredida por um policial com spray de pimenta quando tentava negociar a interrupção dos ataques desferidos pela polícia.

Confira o momento em que a vereadora é agredida:
 


Recomendação

Nesta sexta-feira (28), às vésperas do ato, a 34ª Promotora de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital, com atribuição na Promoção e Defesa da Saúde do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), expediu uma recomendação orientando a não realização de eventos presenciais que possam promover aglomerações. O documento se baseou nas novas medidas de restrições adotadas pelo Governo do Estado por causa do aumento de casos de coronavírus em Pernambuco.

Edição: Daniel Lamir