E subindo

Brasil registra quase 100 mil novos da covid em 24h, 2ª pior marca da pandemia

Se a média móvel de mortes se mantiver, o país vai superar as 500 mil mortes pelo coronavírus neste sábado (19)

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Nova escalada é ausência de uma política nacional de prevenção, avaliam técnicos da Fiocruz - Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Brasil registrou nesta sexta-feira (18) o segundo maior número de casos de covid-19 em 24 horas desde o começo da pandemia: 98.832, inferior apenas ao dia 25 de março (quando o registro foi de 100.700 novos infectados). Também nesta sexta, foram computadas 2.495 mortes.

Se a média móvel de mortes se mantiver, o país vai superar as 500 mil mortes pelo coronavírus nas próximas 24 horas. Desde o início do surto, em março do ano passado, o número oficial de óbitos é 498.499, de acordo com Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass).

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As médias, tanto de casos de covid-19 quanto de mortes, seguem em elevação desde o início do mês. Morrem diariamente, em média, 2.038 pessoas, e se infectam 72.192. O total de infectados é de 17.801.462.


Os números da pandemia nesta sexta-feira, 18 de junho / Conass

Para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a razão da nova escalada é ausência de uma política nacional de prevenção, controle e segurança por parte do governo de Jair Bolsonaro. Assim, estados e municípios não apresentam conduta baseada em critérios uniformes orientado pela ciência, sendo que muitos passaram a abandonar o isolamento social. Diante deste cenário, especialistas falam em mais de 850 mil mortes até que o país alcance número de vacinados suficiente para fazer a pandemia recuar.

Descaso no combate à covid-19, ausência apoio aos trabalhadores e empreendedores mais vulneráveis à situação de pandemia e política deliberada de estimular a propagação do vírus em vez de priorizar a vacinação estão entre os principais motivos dos protestos marcados para este sábado. Em todo o Brasil e em várias partes do mundo, o “Fora Bolsonaro” será a frase mais dita neste #19J.

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Jovens em risco

Pouco mais de 81,5 milhões de doses de vacinas foram aplicadas, 11,23% das pessoas estão imunizadas com duas doses e 27,13% tomaram a primeira. “É essencial continuar reforçando a necessidade do uso de máscaras e manter distanciamento físico e social, sempre que possível”, alerta boletim da Fiocruz. “Somente desta forma haverá como conter a disseminação do vírus, enquanto  o país não consegue avançar na cobertura vacinal adequada nas faixas etárias mais jovens.”

A fundação alerta que o maior risco no momento está entre os mais jovens. Sem cobertura vacinal e expostos à rotina sem isolamento, a média de idade de mortos e internados por covid-19 segue em queda. “A tendência do rejuvenescimento da pandemia se mantém.

A Semana Epidemiológica 22 (SE 22) apresenta idade média dos casos internados de 52,5 anos versus idade média de 62,3 anos na SE 1. A mediana de idade nas internações − ou seja, a idade que delimita a concentração de 50% dos casos − foi de 66 anos na SE 1 e 52 anos na SE 22. Para óbitos, os valores médios foram 71,4 anos (SE 1) e 61,2 anos (SE 22). Valores de mediana de óbitos foram, respectivamente, 73 e 59 anos”, completa a Fiocruz.