Segurança Alimentar

Conferência Nacional de Soberania e Segurança Alimentar Nutricional terá encontro preparatório

Nesta quinta-feira (8), às 15h, acontece o encontro virtual preparatório da região Sul do Brasil para a Conferência

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O objetivo do encontro será contribuir para o diagnóstico da sociedade civil acerca de temas como a fome, desigualdades, sistema de segurança alimentar e nutricional e políticas públicas. | Crédito: Reprodução

Nesta quinta-feira (8), às 15h, acontece o Encontro Virtual Preparatório à Conferência Nacional Popular de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, reunindo a região Sul do Brasil (PR, SC e RS).

O objetivo do encontro, afirmam os organizadores, será contribuir para o diagnóstico da sociedade civil acerca de temas como a fome, desigualdades, sistema de segurança alimentar e nutricional e políticas públicas.

Podem participar todas as pessoas que realizaram inscrição até terça-feira (6)

Além das entidades que vem debatendo a temática, a intenção é ouvir depoimentos das populações em maior vulnerabilidade social, como pessoas em situação de rua, migrantes, ciganos, catadores e recicladores, povos tradicionais de matriz africana, quilombolas, indígenas, pescadores, população negra, mulheres, crianças, LGBTQIA+, juventudes e demais populações que estão entre as que mais sofrem as consequências da fome e das desigualdades.

Segundo o estudo da Rede Brasileira de Pesquisadores em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN), em dezembro de 2020, mais de 19 milhões de pessoas passavam fome no Brasil, o que confirma o retorno ao Mapa da Fome da ONU e, ao que tudo indica, esse número já aumentou. Mesmo com os números defasados, no RS já são mais de 370 mil famílias em situação de extrema pobreza.

No Rio Grande do Sul não há nenhuma política pública integrada ou um plano de emergência no combate à fome por parte do governo e a situação só não é pior graças à solidariedade da sociedade civil. Somente o Comitê Gaúcho de Emergência no Combate à Fome, desde o início da pandemia, já doou mais de 570 toneladas de alimentos, beneficiando mais de 55 mil famílias, sendo que a maior parte das doações vieram dos assentamentos da reforma agrária e da agricultura familiar.

O Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do Rio Grande do Sul (CONSEA-RS) alerta para que as ações de solidariedade não sejam tratadas como assistencialismo em troca de favores, tampouco como políticas pública, mas sim, como um gesto emergencial no combate à fome e na denúncia da ausência de políticas públicas. Já foram enviadas diversas recomendações ao governador Eduardo Leite (PSDB), como a importância de compras de alimentos da agricultura familiar do RS por parte do estado, criação de renda básica estadual e apoio ao PL Nº115/2021, que prevê crédito emergencial para a agricultura familiar e que está tramitando na Assembleia Legislativa.

"A Conferência Nacional Popular por Democracia, Direitos, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional é um chamado da sociedade civil em resistência à extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) e desmonte do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN). Ela se caracteriza como processo contínuo em movimento, na interseção entre a mobilização autônoma dos diversos movimentos e organizações em defesa da soberania alimentar e da participação social institucional, protagonizado pelos Conseas estaduais e municipais", afirma Juliano Ferreira de Sá, atual presidente do CONSEA-RS.


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Editado por: Marcelo Ferreira

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