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Prefeitura do Rio estuda aplicação da terceira dose em idosos; proposta é criticada pela OMS

Proposta da prefeitura ainda está em avaliação pelo comitê científico; OMS lembra que há escassez de vacinas no mundo

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |
A previsão divulgada na live é de que todos os cariocas com 12 anos ou mais recebam as duas doses até novembro - Créditos da foto: Reprodução/Prefeitura de Cotia

A Prefeitura do Rio está estudando a possibilidade de aplicar a terceira dose da vacina contra a covid-19 em idosos, com mais de 60 anos. A aplicação de uma terceira dose da vacina é assunto polêmico no mundo todo e alvo de duras críticas por parte da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A ideia é que o reforço da imunização aconteça de outubro a dezembro deste ano, no entanto, o cronograma ainda precisa ser avaliado detalhadamente pelo comitê científico do município. 

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“Ainda estamos analisando e nosso estudo em Paquetá, que vacinou toda a população, vai nos ajudar muito a tomar essa decisão", explicou o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, durante uma live realizada na página do Facebook da prefeitura na última quinta-feira (15).

“Já estamos planejando a logística para fazer a dose de reforço. É importante, mas ainda está em discussão. Temos que garantir que essa população, que tem mais dificuldade de produzir anticorpos, esteja devidamente imunizada”, completou.

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Se a terceira dose for confirmada, o cronograma inicial é de que em outubro o reforço seja aplicado em quem tem 80 anos ou mais. Em novembro, o público será da faixa de 70 anos ou mais. Já em dezembro, será a vez dos cariocas com 60 anos ou mais.

Terceira dose é controversa

No início desta semana, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, usou a palavra ganância para se referir a países que já pensam no reforço da vacina, quando ainda há escassez de imunizantes no mundo.

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Além disso, ainda não há comprovação científica sobre a necessidade de mais uma aplicação, além das duas já estabelecidas. Os laboratórios BioNTech e Pfizer confirmaram os estudos para avaliar a possibilidade, frente ao crescimento de variantes, mas nada foi definido.

Fonte: BdF Rio de Janeiro

Edição: Mariana Pitasse