11 de setembro

Os primeiros anos da “Guerra ao Terror” em charges

Coletânea criada para a Carta Maior mostra as contradições dos primeiros dez anos de intervenções dos EUA

São Paulo |
Charge ironiza presença dos EUA no Iraque, em 2003 - Carta Maior / Gilberto Maringoni

Imediatamente após os ataques do 11 de setembro, a primeira medida do então presidente George w. Bush foi anunciar a invasão do Afeganistão.  

Ainda que a justificativa fosse caçar Osama Bin Laden, o mentor dos ataques, e derrubar o Talibã, que lhe havia dado abrigo, logo foi perceptível que uma série de interesses imperiais estavam em jogo. 

O passo seguinte foi invadir o Iraque, em 2003, e remover Saddam Hussein do poder. Ali havia interesses muitos concretos de membros do governo dos EUA, entre eles o vice-presidente Dick Cheney, que tinha parte na Halliburton, empresa que fechou lucrativos contratos logo depois da invasão.  

Mais tarde foi descoberto que a inteligência dos Estados Unidos inventou a suposta existência de um arsenal de armas de destruição em massa que justificou a ação militar.

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Nestas imagens, por meio do traço ácido e crítico de Gilberto Maringoni, revisitamos os temas e contradições debatidas nos primeiros dez anos pós-11 de setembro. Das críticas iniciais à invasão à ironia do que de fato foi construído nessa primeira década de intervenções dos EUA. 

 


2002 | A resposta dos EUA ao 11 de setembro foi justificada em nome de valores ocidentais. Mas quais valores? / Carta Maior/ Gilberto Maringoni

 

 


2002 | Proposta de Paz: O "terror" foi a palavra-chave que retratava a violência como sendo realizada apenas por um lado / Carta Maior/ Gilberto Maringoni

 


Os EUA invadem o Afeganistão como primeiro passo da política intervencionista do governo George W. Bush com o paoio de grupos rivais do Talibã / Carta Maior/ Gilberto Maringoni


2003 | Havia duas características na intervenção dos EUA: movimentar uma indústria militar lucrativa e exigir medidas neoliberais / Carta Maior/ Gilberto Maringoni

 


2003 | EUA invadem o Iraque em 2003, o passo seguinte na "Guerra ao Terror" / Carta Maior/ Gilberto Maringoni


2003 | VÁ PRA CASA! Já nos primeiros havia a percepção de que os EUA manteriam presença no Oriente Médio por um tempo longo / Carta Maior/ Gilberto Maringoni

 


2004 | Os gastos dos EUA em vinte anos de intervenção no Oriente Médio chegaram a 6,4 trilhões de dólares (cerca de 33 trilhões de reais) / Carta Maior/ Gilberto Maringoni

 


2005 | Fica para a próxima: A justificativa para invadir o Iraque foi um arsenal de destruição em massa que nunca foi encontrado. Mais tarde soube-se que eram informações falsas / Carta Maior/ Gilberto Maringoni

 


2005 | A partir de 2001, o governo dos EUA expandiu ações interventoras, fosse por meio militar ou guerra híbrida / Carta Maior/ Gilberto Maringoni

 


2005 | Eleição no Iraque após a queda de Saddam Hussein se deu sob forte influência política e militar dos EUA / Carta Maior/ Gilberto Maringoni

 


2006 | À medida que o tempo passava, era perceptível que as invasões não deixariam como legado democracias / Carta Maior/ Gilberto Maringoni

 


2009 | Outra característica dessas ações militares foi a exploração midiática da "defesa de valores ocidentais" / Carta Maior/ Gilberto Maringoni

 


2011 | A principal preocupação dos ataques eram os "pobres poços de petróleo" do Iraque / Carta Maior/ Gilberto Maringoni


2011 | Por fim, ao completar dez anos, já ficava claro o aspecto destrutivo das intervenções dos EUA. Hoje, 20 anos depois, isso foi confirmado / Carta Maior/ Gilberto Maringoni

 

Gilberto Maringoni é jornalista, cartunista e professor universitário. É professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC e integrante do OPEB (Observatório de Política Externa Brasileira - UFABC).  

Edição: Arturo Hartmann