Crise hídrica

Mesmo com chuvas, rodízio e alerta de crise hídrica são mantidos no Paraná

Sanepar, companhia de saneamento do Paraná, deve mudar modelo de 36 horas para 24 horas

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Chuvas de outubro não foram suficientes para a Sanepar encerrar o rodízio previsto até 14 de novembro | Crédito: Foto: Geraldo Bubniak/AEN

Em seu site, a Sanepar, companhia de saneamento do Paraná, mantém o alerta: “Se não diminuirmos o consumo em 20%, a água vai acabar”. O atual modelo de rodízio de 36 horas está em vigor desde agosto. E, mesmo com o período de chuvas batendo recordes, a companhia não pretende acabar com o revezamento de água nas torneiras dos paranaenses.

No mês de outubro choveu mais do que a média histórica pela segunda vez em 2021. A alta foi de 59%, de acordo com dados do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Esse índice só foi menor do que em janeiro deste ano, quando o índice foi 67% superior à média.

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A alta ajuda a equilibrar meses de estiagem no estado e a queda dos reservatórios que abastecem a capital e a região metropolitana. Mas ainda são insuficientes para a Sanepar encerrar o rodízio previsto até 14 de novembro.

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De acordo com comunicado ao mercado financeiro, a empresa de água e saneamento deve adotar o modelo de 24 horas com água e 24 horas sem água. O formato é definido pelo Grupo de Trabalho criado pelo Decreto nº 4626, do Governo Estadual, que reconhece a continuidade da situação de emergência hídrica na região Metropolitana de Curitiba e nas regiões Oeste e Sudoeste do Paraná.

“Tais limites podem ser extrapolados em situações emergenciais de manutenção ou decorrentes de caso fortuito e força maior, devendo ser comunicadas para a população e órgãos de fiscalização”, diz o comunicado da Sanepar ao mercado.

Editado por: Lia Bianchini

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