meio ambiente

Crianças discutem causas e consequências da crise hídrica no Radinho BdF

A falta de políticas eficientes de gestão dos recursos naturais levaram Brasil a maior crise hídrica dos últimos 91 anos

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Resolver o problema da crise hídrica requer políticas públicas de preservação de florestas nativas - Divulgação/ Cesan
A água é importante porque ela molha a terra. Com água a gente pode plantar

Embora a água seja fundamental para a vida no planeta, a falta de políticas eficientes de gestão dos recursos naturais levaram o Brasil a maior crise hídrica dos últimos 91 anos. O aumento do desmatamento e das queimadas, em especial durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), impactaram na quantidade de chuvas do país, que não foi suficiente para encher rios e represas que abastecem casas, empresas e fazendas.

“A água a gente dá para os animais, para as plantas, usa para lavar roupa, louça e para tomar banho”, disse Grazielly Alves de Madeiros, que tem 8 anos e mora em Flores de Pernambuco. “Eu gosto muito de me refrescar, tanto na piscina quanto no chuveiro, ainda mais porque água quente é muito bom. No meu dia a dia eu uso para escovar os dentes, lavar as nãos e beber a água”, contou Antônio Souza Prado, de 9 anos, que mora em São Paulo.

E além dos usos pessoais, as crianças lembram que a água é fundamental para a produção de alimentos e até de energia elétrica e que ficar sem ela pode trazer sérios problemas.

“A água é importante porque ela molha a terra, o que é bom para as plantas. Com água a gente pode plantar e guardar feijão e milho para depois, para não precisar ficar comprando”, disse Débora de Souza Leme, que tem 7 anos e mora em Exu (PE). “Meu pai contava que no passado ele ia buscar água no barreiro do meu avô e falava que água era suja”.

Resolver o problema da crise hídrica requer políticas públicas de preservação de florestas nativas, em especial dos biomas da Amazônia e do Cerrado, considerados berços das águas no nosso país, como pontua a geógrafa Camila Franco, convidada para debater o tema com as crianças.

“Se a gente consumir de forma mais responsável, reciclando e reutilizando resíduos já ajudamos, mas é necessário o comprometimento das lideranças políticas do país para resolver o problema e evitar que ele prejudique outras gerações. Então é fundamental que a gente exija dos políticos uma postura mais responsável em relação ao uso dos recursos naturais, com projetos e planos bem desenhados para cuidar do meio ambiente.”

Dicas de economia

Apesar de a resolução do problema demandar políticas públicas, algumas ações individuais podem ajudar a economizar água e preservar esse recurso natural tão importante. E a criançada já tem na ponta da língua o que fazer para ajudar.

“A minha família conversa comigo. Ontem eu estava tomando banho e minha a falou: ‘filha, sai do chuveiro!’ E eu sai”, disse Alice Souza Prado, de 6 anos, que vive em São Paulo. “Minha família me orienta, em especial quando eu tomo banho demorado ou quando eu lavo as mãos e esqueço a torneira aberta”, completou Antônio.

Os pequenos ainda contam o que mais gostam de fazer com a água, compartilhando sensações, brincadeiras e dicas divertidas para curtir essa preciosidade de forma responsável. “Sabe aquelas arminhas de água? Eu adoro brincar com elas!”, disse Alice.

E que tal fazer uma corrida de barcos de papel? Ou uma experiência para ver quais objetos boiam e quais afundam? Quem aproveita a deixa da criançada para dar mais dicas de brincadeiras com uma bacia de água a coordenadora de Infância e Educação do Instituto Alana, Ana Claúdia Leite.

Música, brincadeiras e histórias

De onde vem a chuva? Alguns povos indígenas têm uma explicação diferente das aulas de ciência, que vem de uma lenda muito antiga sobre “Bogorotire, o Homem Chuva”. Quem solta a voz nesta narração cheia de aventuras e reviravoltas é a contadora de histórias Lara Chacon.

E para embalar o episódio, a Vitrolinha BdF põe para tocar Marisa Monte, com “Segue o Seco”, Emilinha Borba, com “Tomara que chova” e Gilberto Gil e Dominguinhos, com “Tenho Sede”.


Toda quarta-feira, uma nova edição do programa estará disponível nas plataformas digitais. / Brasil de Fato / Campanha Radinho BdF

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O programa Radinho BdF vai ao ar às quartas-feiras, das 9h às 9h30, na Rádio Brasil Atual. A sintonia é 98,9 FM na Grande São Paulo e 93,3 FM na Baixada Santista. A edição também é transmitida na Rádio Brasil de Fato, às 9h, que pode ser ouvida no site do BdF.

Em diferentes dias e horários, o programa também é transmitido na Rádio Camponesa, em Itapeva (SP), e na Rádio Terra HD 95,3 FM.

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Edição: Sarah Fernandes