Transporte coletivo

Curitiba inicia estudos para nova licitação do transporte em 2023

Nova concessão deve contar com mais participação da sociedade

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Suspensão do transporte coletivo em Curitiba a partir deste sábado foi determinada pelo TCE-PR | Crédito: Giorgia Prates

Alvo de inúmeras polêmicas, a concessão de transporte coletivo em Curitiba deve começar a ser revista a partir de 2023. A previsão é de que uma nova concorrência ocorra em 2025, quando se encerra o atual contrato. As datas foram confirmadas pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), em reunião no último dia 9 de dezembro com a presença do Conselho da Cidade de Curitiba (Concitiba). Além da concessão, o encontro ainda debateu a necessidade de construção de viadutos na região da Avenida Salgado Filho, perto da Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR).

De acordo com Lafaiete  Neves, conselheiro titular pela Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR), e Luiz Calhau, conselheiro suplente indicado pelo Sindicato dos Engenheiros do Paraná  (Senge-PR), foi acatada a proposta de não prorrogar por mais 10 anos os atuais contratos do transporte coletivo de Curitiba.

“Foi então aprovada a nossa proposta de nova licitação em 2025, com a participação do Concitiba, que reunirá sua Câmara Temática de Mobilidade em 2023 para ouvir especialistas e entidades da sociedade civil para apresentar à URBS propostas de diretrizes para o novo processo de licitação”, destacam.

A última licitação ocorreu em 2010 e é alvo de diversos questionamentos sobre os ganhadores dos lotes e os custos que compõem a tarifa. “Esperamos que seja transparente e democrática para evitar processos judiciais de anulação, como dos atuais contratos decorrentes da licitação de 2010. Será fundamental a participação de toda a sociedade curitibana no processo da nova licitação em 2025”, reforçam os conselheiros.

Atualmente, a passagem de Curitiba está congelada desde fevereiro de 2019 em R$ 4,50. Por outro lado, de acordo com a URBS, a tarifa técnica chega a R$ 8,11, sendo que a última revisão ocorreu em setembro deste ano, como define a resolução 14, que leva “em consideração não apenas o quantitativo efetivo da demanda a ser transportada, mas também a quantidade adicional de veículos necessários a evitar aglomerações no interior dos ônibus e terminais de integração, sobretudo nos horários de pico." A diferença entre o valor pago pelo usuário às empresas de transporte tem sido custeada pela Prefeitura de Curitiba. Já foram feitos mais de R$ 400 milhões em aportes financeiros.

Viaduto na Salgado Filho

Outro tema debatido com o Concitiba é a construção de viaduto para transpor a Linha Verde pela Avenida Salgado Filho. O IPPUC está estudando construir mais uma ponte sentido PUC e outra sentido bairro. O Instituto concorda que essa é a solução possível para resolver os pontos de estrangulamento.

O arquiteto e urbanista Ricardo Tempel Mesquita, especialista em Acessibilidade e Sustentabilidade, apresentou uma proposta em 2012 para resolver os gargalos da região. Segundo ele, o modelo é sem ônus para o erário e prevê a construção de “Viadutos Funcionais, bancados pela iniciativa privada em troca da ocupação por comodato com serviços para atendimento à população, como creches, segundo turno, mercados e restaurantes populares para atender os usuários do terminal e da própria PUC, oficinas e liceus de ofícios, postos de saúde e da PM e GM”.

Editado por: Lia Bianchini
Sindicalizadas/os no SISMUC

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