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Pandemia sem controle: Entenda os riscos do aumento do contágio no Programa Bem Viver

Para especialista não é possível afirmar que ômicron passará a conviver com a sociedade, com controle da pandemia

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No último mês, o total de pessoas infectadas diariamente por covid-19 aumentou quase 40 vezes no Brasil - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Não importa que a variante seja mais leve se ela infecta em velocidade maior

Dia após dia, o total de novos casos de covid-19 vem batendo recordes no Brasil, muito devido ao avanço da variante ômicron, mais contagiosa que as demais. Mesmo que o número de mortes não aumentem na mesma proporção, o virologista Rômulo Neris alerta que vivemos um cenário de risco e que não podemos afirmar que essa variante passará a conviver com a sociedade, levando ao controle da pandemia.

“Não importa que ela seja uma variante mais leve se ela infecta em uma velocidade dez vezes maior”, diz Neris em entrevista à edição de hoje (24) do Programa Bem Viver. O especialista é membro da Equipe Halo, iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que reúne especialistas em ações de combate ao coronavírus.

No último mês, o total de pessoas infectadas diariamente por covid-19 aumentou quase 40 vezes no Brasil. A semana que terminou no último sábado (22) foi a pior no país desde o começo da pandemia. Antes mesmo do fechamento dos dados, foram registradas 770 mil novas confirmações da doença. O recorde anterior havia sido em março do ano passado, com 539 mil novos casos.

“Toda vez que uma nova variante surge a gente tem a sensação de que esse é nosso inimigo final. Mas nós não conseguimos controlar o quanto um vírus é capaz de se modificar. O que vai acontecer com essas variantes? Isso é impossível prever”, pontua.

Crime da Vale em Brumadinho

Na quarta-feira (25) completam-se três anos do rompimento da Barragem Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), quando um tsunami de lama tóxica devastou o município soterrando vidas, sonhos e projetos. Em meio a este cenário catastrófico, o denominador comum entre os atingidos é a busca incessante por justiça, que inclui garantia de renda, moradia, saúde e recuperação do meio ambiente.

Ao todo, 272 pessoas morreram e outras seis seguem desaparecidas. Para lutar por ações de reparação, as vítimas criaram o Fórum de Atingidas e Atingidos pelo Crime da Vale, que além de ser um ponto de apoio, representa uma possibilidade de enfrentar o sistema minerário.

Além das vidas humanas, a lama tóxica de rejeitos da Vale devastou a biodiversidade da região, já que atingiu a Bacia do Rio Paraopeba e o Lago de Três Marias, em Minas Gerais, e chegou até o mar, no Espírito Santo e na Bahia.

Em fevereiro do ano passado, o governo mineiro e a Vale assinaram o acordo para reparação dos danos provocados pelo crime de Brumadinho. Foram quatro meses de negociações e 200 horas de reuniões. Em nenhuma delas os atingidos foram ouvidos.

Nos encontros foi assinado um termo pelo qual a empresa deve repassar o valor de R$ 37,7 bilhões para recuperação da área. O montante é inferior aos R$ 55 bilhões pelo Ministério Público Federal, após receber uma série de análises independentes dos impactos causados

E enquanto isso, o julgamento criminal do caso continua. No ano passado, em novembro, a Polícia Federal indiciou 19 pessoas, a Vale e uma empresa Alemanha que foi responsável pela auditoria da barragem.

As pessoas físicas são consultores, engenheiros, gerentes e diretores da Vale. O inquérito policial está agora no Ministério Público Federal, que aguardava a conclusão das investigações para se manifestar e decidir se irá ou não denunciar os indiciados.

Sabotage

O Programa Bem Viver presta uma homenagem especial para Mauro Mateus dos Santos, eternizado como Sabotage, um dos maiores nomes do Rap nacional e da música brasileira.

Neste dia, em 2003, Sabotage foi assassinado com quatro tiros momentos depois de deixar a esposa no ponto de ônibus. O caso até hoje não está devidamente esclarecido. Um dos suspeitos de ter cometido o crime foi preso anos mais tarde, mas o motivo nunca foi revelado.

Sabotage teve uma carreira curta: foram 15 anos atuando como músico, o bastante para colocá-lo como uma referência indiscutível do Rap, com clássicos como “Rap é compromisso”, que dá nome ao único álbum lançado pelo artista, em 2001. Foram vendidas mais de 1,7 milhão de cópias, o que deu a obra o status de álbum “Diamante”, a categoria mais alta da produção musical.

Sabotage nasceu em São Paulo, em 1973. Além da música, ele atuou no cinema, como ator, em dois filmes: “O invasor” e “Carandiru”. Nesse segundo ele atuou também na trilha sonora e como consultor técnico.


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Edição: Sarah Fernandes