Uma constelação de fatores tem ajudado a dar cor para um duro recomeço, que foi imposto da noite para o dia ao fotógrafo Alex da Rosa Garcia. Ele estava viajando com a esposa e a filha em uma visita familiar, o que impediu que estivesse em casa quando uma quadrilha invadiu e furtou eletrodomésticos, objetos e o seu tesouro: todo o equipamento profissional de fotografia avaliado em mais R$ 100 mil.
Fora o furto das câmeras, das lentes, do drone, do computador e dos outros acessórios de fotografia – que é a sua fonte de renda exclusiva – a sensação de insegurança o obrigou a mudar-se repentinamente da residência assaltada. Uma rede de familiares, amigos e colegas de profissão, contudo, se organizou para mitigar os danos e incentivar Garcia neste recomeço através de uma “vaquinha” e de outras iniciativas.
Cria do complexo de vilas da Cruzeiro, Garcia, 36 anos, encerrou os estudos antes de concluir o ensino fundamental e começou a trabalhar como auxiliar em um estúdio de fotografia. Começava a desenvolver o olhar, a sensibilidade e a paixão pelo registro das pessoas, bem como dos momentos especiais nas suas vidas. Filho de uma faxineira e de um motorista de caminhão, sempre foi um irmão dedicado aos outros quatro, que sempre procurou envolver nos seus trabalhos.
O fotógrafo vinha se dedicando a registros de casamentos, formaturas e eventos e o furto representa um esforço de 15 anos de trabalho empenhados na profissão que lhe foram retirados subitamente. Por ser quem é, ter vindo de onde veio, a partir da influência de nomes como o de Sebastião Salgado e de toda uma tradição em fotojornalismo que se debruça ao registro da realidade, Garcia possui uma trajetória marcada pelo registro das contradições sociais do país e participou e apoiou diversas iniciativas populares no campo e na cidade.
O furto ocorreu na madrugada do último sábado, dia 29 de janeiro, no bairro Nonoai, em Porto Alegre. Foi registrado boletim de ocorrência e a polícia civil investiga o caso. Este duro golpe faz do atual momento uma grande dificuldade, especialmente porque a família e os gastos aumentaram desde a chegada da pequena Aurora, sua filha de um ano com a esposa Carina. Além da perda de todos os materiais de trabalho, fica suspensa uma sensação de perda de identidade e, sobretudo, a perda do lar, do refúgio do casal.
Além de divulgar a lista de equipamentos e vigiar os grupos e sites de comércio informal, esta rede de apoio formada por familiares, amigos e colegas de profissão organizou uma “vaquinha” como forma de solidariedade e auxílio com os gastos imediatos deste recomeço e para que Garcia consiga reaver uma fração do seu equipamento. Outras iniciativas como uma exposição com o objetivo de levantar fundos, bem como um sistema de apoio baseado em recompensas é organizado para as próximas semanas.
:: Clique neste link para apoiar a Vaquinha ::
Lista de equipamentos furtados:
Câmeras:
– Sony a6300 sensor 23,5 x 15,6 mm / 4k 30fps
– 2 Nikon D800 / 1080×1920
– 1 Nikon D700
Objetivas:
* Sony
– 35mm 1.8
– 18-55mm 3-5 / 5-6
* Nikon
– 24mm 2.8
– 35mm 1.8
– 50mm 1.4
– 85mm 1.8
– 105mm 2.8 macro
– 24-70mm 2.8
– 70-200mm 2.8
– Drone Mavic Pro
– Macbook pro retina 15 / 8gb 250hd 2014 15
– Carregadores e cartões de memória
– Câmeras analógicas (de filme)
– Acessórios: Gravador de áudio Taskam DR40 /mic lapela/ Estabilizador Zhiyun Crane 1 / Baterias e cartões de memória / GOPRO 5 Black /
– 1 monitor Liliput SmallHD 7"
– Luz de vídeo led ring light yn 608 /-led yn 216
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