INFRAESTRUTURA

Argentina entra para a Nova Rota da Seda e espera US$ 23,7 bilhões em investimentos chineses

Adesão foi selada durante visita do presidente Alberto Fernández a Pequim e encontro com Xi Jinping

São Paulo (SP) |

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Os presidentes da Argentina, Alberto Fernández, e da China, Xi Jinping - Casa Rosada

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, encontrou neste domingo (6) seu homólogo chinês, Xi Jinping, e formalizou a entrada de seu país na Nova Rota da Seda. Também conhecido como Iniciativa do Cinturão e Rota, o megaprojeto chinês financia e constrói infraestrutura como portos, estradas, ferrovias, redes de telecomunicações e aeroportos em dezenas de países.

"Este ano marca o 50º aniversário das relações diplomáticas entre a Argentina e a China. Viemos para a China com sinceridade e determinação. Esperamos continuar promovendo o desenvolvimento de relações bilaterais amistosas", destacou Fernández.

De acordo com a Casa Rosada, a adesão garante "financiamento para investimentos e obras de mais de US$ 23,7 bilhões [cerca de R$ 125 bilhões], cifra total que também abarca os diversos memorandos de entendimentos entre ministérios de ambos os países". Ainda de acordo com as autoridades de Buenos Aires, dez projetos de infraestrutura já estão nos planos, assim como uma parceria entre a Corporação Nuclear Nacional da China e a estatal Nucleoelétrica Argentina para construir a quarta central nuclear argentina.

A Nova Rota da Seda investiu US$ 59,5 bilhões [cerca de R$ 315 bilhões] em 2021, de acordo com pesquisa da Universidade de Fudan. Em 2021, o país que mais recebeu recursos chineses foi o Iraque, com US$ 10,5 bilhões.

Fontes oficiais chinesas afirmam que a assinatura do acordo abre as portas para a formulação conjunta de um marco de desenvolvimento sustentável e cooperação econômica nas mais diversas esferas e servirá para consolidar a posição da China como segundo maior parceiro comercial da Argentina.

Esta foi a primeira visita de Fernández à China desde que se tornou presidente da Argentina. Durante sua estada, também foram assinados acordos em setores como desenvolvimento verde, economia digital, inovação técnico-científica, educação, cultura, agricultura e medicina nuclear, além do uso do sistema chinês de navegação por satélite BeiDu.

*Com informações da TeleSur

Edição: Arturo Hartmann