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Aos 100 anos, Semana de Arte Moderna é revisitada por suas inovações e contradições

Márcia Camargos, estudiosa do evento, revela o quanto a semana foi inovadora e conservadora ao mesmo tempo

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O programa Central do Brasil vai ao ar, de segunda a sexta, às 19h45 - Divulgação
Foi um divisor de águas para a cultura brasileira

Há 100 anos, entre os dias 13 e 18 de fevereiro de 1922, artistas, pensadores, intelectuais das mais diferentes formações realizaram a Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo. O evento se tornou um marco cultural com as mais diversas formas de expressões artísticas.

Nomes como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Heitor Villa Lobos trouxeram para o palco do teatro paulista a cultura que se reivindicava efetivamente brasileira, rompendo com o academicismo e tradicionalismo na área.

A escritora e pesquisadora, Márcia Camargos, autora do livro Entre vaias e aplausos, analisa no quadro  Entrevista Central a Semana de 22 e seu legado para o Brasil. Ela comenta que, para além das vaias registradas durante os dias em que esteve em cartaz, a Semana deixou importantes sementes para a cultura nacional. 

"Uma das principais contribuições do evento foi unir o centro e a periferia. Foi esse processo de romper com a arte meramente elitista e também considerar as produções das favelas, dos movimentos e de pessoas que não eram incluídas antes. O modernismo contribuiu para romper com uma série de paradigmas. Um deles foi estabelecer essa diferença entre nacional e estrangeiro, porque eles conseguiram mostrar que poderíamos produzir uma arte brasileira sem deixar de fora a contribuição dos europeus, por exemplo".

A pesquisadora também constata na entrevista, com base em registros publicados em seu livro, que a Semana originalmente foi "elitista e conservadora". Além disso, observa que também faltou diversidade de gênero nos palcos dos saraus 100 anos atrás. Para ela, a baixa participação feminina no evento "seria muito criticada" nos dias de hoje. 

Camargos aponta que o evento "fez olhar além" e pontua que as críticas acerca do evento foram propulsoras para mais desenvolvimento na arte e cultura nos anos que sucederam a Semana de 22.

"No ponto de vista mais crítico, a Semana de 22 ignorou algumas produções populares que foram incorporadas logo depois pelo modernismo. Então, toda essa diversidade e esse olhar popular que não teve muito na Semana, foi incorporado ao longo da década de 20. Isso é semente do evento. As falhas da Semana de 22 não tira a força, o impacto e o caráter revolucionário que ela teve para o Brasil".

 

E tem mais!

O Trilhos do Brasil traz um projeto do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que plantou diversas árvores e alimentos em 24 estados levando comida saudável a população e se contrapondo aos crimes ambientais que temos acompanhado no Brasil.

Trabalhadores eletricitários iniciaram o ano de 2022 se articulando para barrar o processo de privatização da Eletrobrás. Victor Costa, membro do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), participa do Embarque Imediato e traz o calendário de mobilizações em defesa da estatal.

A Parada Cultural  indica indica o lançamento do EP “Roda de Samsara” do músico, Gabriel Manita. O álbum elabora algumas situações do cotidiano através de canções e contos cantados que instigam a fluidez da vida em sua natureza.

Sintonize

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Dados da menor estação receptora

Antena: Embrasat modelo RTM 2200Std
Focal-Point
Diâmetro 2,2m
Ganho de recepção no centro do Feixe (Dbi) 37,5
G/T da estação (dB/K) 18,4

Edição: Afonso Bezerra