luta das mulheres

8M: Crianças refletem sobre o legado de mulheres que marcaram a história brasileira

Dandara, Ana Neri, Margarida Maria Alves e Dorina Nowill são as personagens que fazem parte do episódio

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No 8 de março milhares de protestos tomam as ruas em diversas cidades do país
No 8 de março milhares de protestos tomam as ruas em diversas cidades do país - Fernando Frazão/Agência Brasil

Iniciando os debates e mobilizações que marcam o Dia Internacional de Luta pelos Direitos das Mulheres, celebrado em 8 de março, a edição de hoje (2) do Radinho BdF apresenta e relembra o legado de mulheres que marcaram a história brasileira e abriram caminho para mudar paradigmas de gênero.

Dandara, a líder do Quilombo dos Palmares, a enfermeira Ana Neri, a sindicalista Margarida Maria Alves e a educadora Dorina Nowill são as personagens que recheiam o episódio, a partir de histórias contadas com a ajuda dos jornalistas do Brasil de Fato. Os comentários e reflexões ficam por conta de crianças sem terrinha, ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST).

"As mulheres trabalham fora, cuidam dos filhos e lutam, porque as mulheres são fortes e guerreiras", disse Alexandra Maria da Conceição Cordeiros, de 7 anos que mora em Recife (PE). "É importante que nós mulheres tenhamos o mesmo direito que os homens, o mesmo espaço e o mesmo local de fala", afirmou Sarah Oliveira, que tem 10 anos e mora no Assentamento Palmares, em Rondônia. 

Estas histórias estão reunidas no livro “Extraordinárias: Mulheres que Mudaram o Brasil”, escrito por Aryane Cararo e Duda Porto de Souza e publicado pela Editora Seguinte. A publicação relembra a memória de mulheres que se dedicaram ou se dedicaram a luta por direitos, abrindo caminho, inclusive, para que as manifestações do 8 de Março possam ocorrer.

"O que que chamou mais minha atenção na história da Dandara é que ela era uma mulher forte, capoeirista, que ajudou seus amigos a lutar pela liberdade", afirmou Yasmin Sofia, de 8 anos, do Assentamento Che Guevera. 


O 8 de março foi oficializado em 1918, com o sucesso da Revolução Russa / Reprodução

Direitos das mulheres

Pode parecer estranho que em pleno ano de 2022 meninas e mulheres, maioria da população do país, precisem organizar protestos para reivindicar direitos básicos, como proteção contra violência, salários justos, divisão igual das tarefas domésticas e o direito de escolher como cuidar e tratar dos nossos corpos. Ainda assim, no 8 de Março ocorrem milhares de protestos, no Brasil e do mundo.

Este dia foi escolhido em memória de trabalhadoras russas que fizeram uma manifestação por melhores condições de vida e que iniciou uma grande revolução no país e no mundo.

"Eu como mulher negra eu quero ter direito igual os homens, por isso eu já luto por liberdade", disse Yasmin. 

Esta edição especial do Radinho deixa o convite para que meninos e meninas tomem parte das mobilizações nacionais para o Dia das Mulheres. A agenda de luta tem atos em diversas cidades, de forma online ou presencial.

"Essa é uma história que não começa agora há muito tempo as mulheres vem lutando para terem reconhecidos seus direitos a igualdade e melhores condições de vida", disse a integrante do grupo de mulheres do MST, Lizandra Guedes. "Os movimentos pela igualdade entre homens e mulheres dizem que não tem porque dividir brincadeiras, tarefas e gostos por seremos meninos e meninas. Todos devemos ter os mesmos direitos e deveres."

Muita música

A Vitrolinha BdF chega recheada de músicas brasileiras que relembram e celebram a luta das mulheres. Na playlist estão a cantora Pitty, com “Desconstruindo Amélia”, “Brincadeira de Menina”, da MC Sofia, “Luz Del Fuego”, da Rita Lee e “Um corpo no mundo” de Luedji Luna.

A edição ainda resgata passagens históricas de mobilizações das mulheres e manchetes de jornais com fatos que reforçam a urgência das mobilizações.


Toda quarta-feira, uma nova edição do programa estará disponível nas plataformas digitais / Brasil de Fato / Campanha Radinho BdF

Sintonize

O programa Radinho BdF vai ao ar às quartas-feiras, das 9h às 9h30, na Rádio Brasil Atual. A sintonia é 98,9 FM na Grande São Paulo e 93,3 FM na Baixada Santista. A edição também é transmitida na Rádio Brasil de Fato, às 9h, que pode ser ouvida no site do BdF.

Em diferentes dias e horários, o programa também é transmitido na Rádio Camponesa, em Itapeva (SP), e na Rádio Terra HD 95,3 FM.

Assim como os demais conteúdos, o Brasil de Fato disponibiliza o Radinho BdF de forma gratuita para rádios comunitárias, rádios-poste e outras emissoras que manifestarem interesse em veicular o conteúdo. Para fazer parte da lista de distribuição, entre em contato pelo e-mail: [email protected]

Edição: Camila Salmazio