1999

"Nunca esqueceremos", diz Pequim sobre bombardeio de embaixada chinesa pela Otan

Bombas dos EUA mataram 3 chineses durante a intervenção militar da Otan na Iugoslávia

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |

Ouça o áudio:

Ruína da embaixada chinesa em Belgrado. Foto de 2010 - Andrej Isakovic / AFP

A representação diplomática da China na União Europeia rejeitou o pedido da Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) para "condenar claramente" a invasão russa da Ucrânia. Por conta do pedido, os chineses relembraram que bombas da aliança militar destruíram a Embaixada da China em Belgrado, durante a intervenção militar da Otan na Iugoslávia, em 1999.

Continua após publicidade

"O povo chinês pode se relacionar plenamente com as dores e sofrimentos de outros países porque nunca esqueceremos quem bombardeou nossa embaixada na República Federal da Iugoslávia", afirmou o porta-voz da representação diplomática da China na União Europeia.

Continua após publicidade

Após mísseis dos Estados Unidos matarem 3 chineses e causarem outros 20 feridos, protestos contra a ação militar do Pentágono emergiram na China. O então presidente dos EUA, Bill Clinton, afirmou que o episódio foi um acidente e Pequim disse que o incidente fora um "ato bárbaro".

Continua após publicidade

"Não precisamos de palestras sobre justiça do abusador do direito internacional. Como remanescente da Guerra Fria e a maior aliança militar do mundo, a Otan continua a expandir seu escopo geográfico e alcance de operações. Que tipo de papel desempenhou na paz e estabilidade mundiais? A Otan precisa ter uma boa reflexão", destacou o porta-voz chinês.

Continua após publicidade

As afirmações de Pequim ocorrem após o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, dizer que a China "tem a obrigação, como membro do Conselho de Segurança da ONU, de realmente apoiar e defender o direito internacional" e não apoiar a Rússia.

:: Esquerdas devem “denunciar a política de potência”, diz historiador sobre guerra na Ucrânia ::

De acordo com o Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), 3.169.897 refugiados já fugiram da Ucrânia desde a eclosão do conflito. A Polônia recebeu a maior parte dessas pessoas e abriga 1,9 milhão de refugiados.

Edição: Arturo Hartmann