A compositora, cantora e violonista Ana Matielo se apresenta neste sábado (26), às 18h, no projeto Ecarta Musical com o show “Rama: o silêncio pede milonga”. A artista vem acompanhada de Clarissa Ferreira e Dy Ferranddis trazendo um espetáculo com vozes, violão, violino, contrabaixo acústico e percussão.
O show “Rama: o silêncio pede milonga” acontece na Fundação Ecarta (Avenida João Pessoa, 943). Entrada franca para até 30 pessoas com passaporte vacinal e uso de máscara. Entrega de senhas a partir das 17 horas. Transmissão ao vivo pelo canal da Fundação Ecarta no Youtube. Mais informações no site da Fundação.
A maioria do repertório de 11 músicas é de autoria de Ana Matielo, sendo quatro inéditas: Ao mensageiro, Arraiada em Mariscal, Milonga cor de prata, Léxico. Sou de barro, Reflexote, Retratos, Renascer, Terra e Sangue e ainda Romance de terra e pampa, de Berenice Azambuja e Jorge Missioneiro e Estrela, composta por Clarissa Gleich completam a lista.
Natural de Porto Alegre e graduada em Música Popular pela Ufrgs, Ana Matielo iniciou seus estudos em música em casa, com o pai, que compõe música tradicional gaúcha. Estudou canto lírico e participou dos grupos corais Expresso 25 (2012 – 2016) e Grupo UPA! (2016 – 2019).
Na universidade encontrou paixão em se dedicar à composição musical e estudos feministas. O seu primeiro EP autoral, Clara (2021) traz ritmos tradicionais do Brasil abordando feminismos, ancestralidade e vivências cotidianas. A cantora integra o Conjunto de Folclore Internacional “Os Gaúchos” desde 2019. Sua sonoridade tem influência da música coral, ritmos tradicionais do Brasil e linguagens pampeanas.
As parceiras desse show vêm numa trajetória similar desenvolvendo pesquisas em temas feministas e regionalismo. Clarissa Ferreira é violinista, etnomusicóloga, pesquisadora, educadora, produtora, diretora musical e compositora do Rio Grande do Sul. Alia seu trabalho autoral com pesquisa abordando questões que repensam o regionalismo gaúcho nos espaços sociais e na geografia local, com abordagens do machismo na cultura popular gaúcha além da preservação ambiental dos biomas sulinos.
Dy Ferranddis é instrumentista, mixadora, pesquisadora e acadêmica do curso de Música Popular na Ufrgs. Participa do Sônicas – Gênero, Corpo e Música, onde atua como Bolsista de Iniciação Científica. Participa de Coletivos de Mulheres, atuando como baixista no coletivo Groove das Gu, acompanha o músico Natê, bloco de carnaval Não Mexe Comigo que eu não ando só, banda Avôa e banda/coletivo de música independente Pônei Xamânico.
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