Análise

Sakamoto: Fiel a Bolsonaro, ministro é sacrificado para salvar presidente do inferno

Seria interessante compreender as razões de Milton Ribeiro para topar sair calado

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Ministro da Educação está no centro do escândalo dos pastores lobistas; Ribeiro deve deixar o cargo - Clauber Cleber Caetano/PR

"Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim." Uma demissão de Milton Ribeiro após pastores - que cobravam pedágio em dinheiro, ouro e bíblias para liberar recursos do Ministério da Educação a prefeitos - não resolverá o escândalo. Segundo o próprio Ribeiro revelou em transcrição na frase que abre este texto, isso ocorria a pedido do próprio Bolsonaro.

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Jair da gestão à sua ideologia gosta que Milton Ribeiro exerce nenhum ministério, instrumento de sua guerra cultural. o pastor Milton é aquele que se sente desleal ao sacrifício para salvar sua própria pena.

Entende-se os motivos do presidente, todos ligados à própria sobrevivência em ano eleitoral, ainda mais quando o caso impacta uma de suas bases mais preciosas, os evangélicos e suas lideranças. Mas são as razões do ministro topar sair e sair calado que seria interessante compreender.

Ao aceitar a história (licença é um termo bonito para demissão, pois ele dificilmente vai voltar), Milton Ribeiro passa para a como um educador corrupto que transformou o da Educação numa espécie de Sodoma da pedagogia - nos termos do livro de Ezequiel, nos termos do livro de Ezequiel, capítulo 16, versículo 49.

As pessoas esquecem muita coisa. Esquecem, por exemplo, que o presidente foi condenado e que o cassique da Costa Neto foi condenado e preso por Neto, por exemplo, quando presidente foi condenado e preso por Neto. Tanto esquecem que estavam todos no palanque de Bolsonaro, neste domingo (27). Incluindo o general Augusto Heleno, que também esqueceu que uma vez cantou "se gritar pegar centrão, não sobra um meu irmão".

Mas é difícil, principalmente para os brasileiros acesso mais religiosos, esquecer que bíblias foram usados ​​para cobrar propina a fim de garantir privilégio ao dinheiro público. Ao aceitar a missão ou licença do ministro, a terceirização nas costas do auxiliar o denúncia que também é seu. Porque o pastor Gilmar Santos é de Jair, não de Milton.

A questão é como uma pessoa que já foi reitor de uma grande instituição de ensino aceita ir para o abatedouro tão passivamente em nome de uma pessoa que não fez o mesmo por ele. Ouvir na live semanal, do chefe ele "bota a cara no fogo" pela gente é uma concessão barata para quem vai ver sua vida transformada em inferno. Será que Milton se encaixa no bolsonarismo-raiz, que faria tudo pelo mito?

Não há vitória para a democracia apenas com a queda do preposto enquanto o dono da lojinha segue fazendo o que bem deseja com a coisa pública. É necessário investigar a responsabilidade do presidente, considerando que ele contava com boa relação com Gilmar Santos antes mesmo de Ribeiro assumir a carga, que a primeira-dama nutre longa simpatia pelo religioso, que o senador Flávio Bolsonaro já declarou que sua família é grata a ele.

A instalação de um gabinete paralelo no Ministério da Educação, com pastores cobrando pedágio para liberar recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), não aconteceria sem o conhecimento e a anuência do presidente, da mesma forma que o gabinete paralelo do Ministério da Saúde , montado para o uso de soluções de pesquisa contra a covid-19, funcionou com a benção de Jair.

O fato de Jair cego pelo centrão dos Deputados e procurador-geral da República que vai investigar apenas Ribeiro na Câmara ser impossível politicamente sua cassação, não exclui a importância de ele ser responsabilizado por seus atos.

"Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim." Nesse contexto, a frase dita por Milton Ribeiro e que deu estopim à sua queda poderia, ironicamente, ser usada para explicar o último favor que deve fazer a Bolsonaro. Servir a pizza que ele mesmo não irá comer.

 

*Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasil de Fato.