A sexta-feira (1) será um dia de mobilização em defesa das liberdades democráticas e dos serviços públicos em Porto Alegre. Diversas entidades e movimentos sociais, sindicais e estudantis vão promover um ato, às 10h, em frente ao Instituto de Educação Flores da Cunha (Osvaldo Aranha, 527). A atividade marca o encerramento do 40º Congresso do ANDES, Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, que começou no último domingo (27).
A data também foi escolhida por ser aniversário do golpe de 1964. O ato é convocado pelo ANDES-SN, pelo Fórum dos Servidores Públicos do RS e por coletivos de diversos segmentos, como UNE, Assufrgs Sindicato, ANDES/UFRGS, DCE-UFRGS, APG-UFRGS e Fórum Sindical, Popular e de Juventudes de Luta pelos Direitos e pelas Liberdades Democráticas. Após a concentração, haverá caminhada até a Esquina Democrática, importante símbolo de luta e soberania popular.

Ato inicia em frente ao IE e segue em caminhada até a Esquina Democrática / Divulgação
A manifestação faz parte da jornada de lutas em defesa dos serviços públicos, tem reunido o funcionalismo em intensa mobilização. Conforme os organizadores, a jornada é “contra o projeto direitista de esvaziamento de áreas como Educação, Saúde e Assistência Social”. Entre as vitórias já celebradas pela categoria, por exemplo, está o adiamento da votação da PEC 32, a reforma administrativa.
Congresso do ANDES é unânime no "Fora, Bolsonaro"
Com o tema central “A vida acima dos lucros: ANDES-SN 40 anos de luta!”, o 40º Congresso iniciou na segunda-feira (27) e segue até quinta (31) para debater e deliberar sobre as ações e pautas que irão orientar as lutas da categoria no próximo período. Mais de 600 docentes, provenientes de universidades federais e estaduais, institutos federais e Cefets de todo o país, estão reunidos no encontro, primeiro evento presencial deliberativo do Sindicato Nacional desde o início da pandemia de covid-19.
Na plenária de abertura, os componentes da mesa reforçaram a importância da unidade de todas as categorias afetadas pelos sucessivos ataques à Educação e ao serviço público em geral, saudando a atuação do Sindicato Nacional em diferentes mobilizações contra o governo Bolsonaro. “Nosso tema hoje é ‘A Vida acima do Lucro’, traduzindo o que nosso contexto exige: a luta pela vida, mas não qualquer vida. A vida sem exploração, descriminação de qualquer ordem”, afirmou a professora Magali Mendes, presidenta do ANDES/UFRGS.
As falas se polarizaram em torno de dois temas: a proposição de apoio a uma candidatura contra Bolsonaro versus a defesa da histórica independência do sindicato frente a partidos e governos; a defesa de eleições para a nova diretoria do ANDES-SN em 2022 versus a construção de um processo eleitoral disparado pelo 41º Congresso do Sindicato.
“Esse é um momento importante, delicado, que exige reflexão e capacidade de luta e orientação para vencer. Temos muitos desafios nessa direção e no conjunto da nossa base, que está aqui presente no maior congresso já realizado pelo ANDES-SN”, analisou Milton Pinheiro, na função de presidente do ANDES-SN.
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