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"Não temos o que comemorar. É uma data de luta", diz líderança sobre dia dos povos indígenas

Para Chirley Pankará, é preciso avançar e reconhecer a diversidade dos mais de 300 povos que existem no Brasil

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Acompanhe o programa de segunda a sexta-feira, às 19h45, por TVs e rádios comunitárias e educativas de todo o país - Andressa Anholete
Precisamos ser vistos o ano todo e não apenas em uma data específica. Não somos passado, existimos

O dia 19 de Abril sempre foi comemorado como o "dia do índio", porém, povos indígenas de todo o Brasil têm se manifestado e questionado o termo que não representa a diversidade dos mais de 300 povos existentes no território nacional, de acordo com o censo do IBGE.

Em meio aos diversos ataques que invisibilizam e promovem a violência contra essa população, os conflitos por terra é um dos principais problemas que estes povos sofrem. O relatório Conflitos no Campo Brasil 2021, divulgado nesta segunda-feira (18) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), mostrou que o garimpo ilegal foi uma das principais causas da violência no campo em 2021 contra os indígenas, sendo responsável por 101 das mortes por conflitos contra este segmento da população.

Entrevista Central da edição desta terça-feira (19), do programa Central do Brasil, recebe a primeira indígena codeputada estadual em São Paulo e membro da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA), Chirley Pankará. Ela comenta os dados do relatório e como os conflitos do campo afetam os vários povos indígenas do país.

"A prioridade da nossa luta é a demarcação de terras, porque através dessa demarcação, teremos nossa educação, saúde e outras questões respeitadas. A falta de demarcação abre precedentes para garimpo, mineração e destruição".

Na entrevista, Chirley também faz um balanço do Acampamento Terra Livre deste ano e avalia o caráter histórico da mobilização.

"Expressa mais um ano de luta e resistência, mas é triste porque estamos lutando por direitos básicos que nos foram tomados. O balanço é que nós conseguimos mostrar que continuamos resistindo com a nossa diversidade".

"Hoje não é 'dia do índio', é o dia dos povos indígenas. Precisamos avançar para além de apenas um dia específico de homenagens. Essa data representa luta e resistência"

 

E tem mais!

A próxima quarta-feira (20),é a data que o Tribunal de Contas da União (TCU) marcou para o julgamento final sobre a privatização da Eletrobras. A reportagem do quadro Nacional traz a avaliação de analistas e trabalhadores da empresa sobre as consequências da desestatização.

O presidente do Conselho Nacional de Saúde, Fernando Pigatto, participa do Embarque Imediato e comenta a decisão do governo Bolsonaro de anunciar o fim do Estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin).

Já a Parada Cultural apresenta o trabalho do artista plástico Carlos Robson Moura, morador da zona norte de São Paulo, e que hoje expõe o seu trabalho na Avenida Paulista, número 1230, com pinturas de pessoas representativas para o movimento antirracista e que, de alguma forma, fazem parte da história no Brasil e no mundo.

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Para acompanhar o Central do Brasil, basta sintonizar a TVT em uma antena digital, interna ou externa. Na grande São Paulo, o canal é o 44.1 (sinal digital HD aberto); na NET o canal é o 512 (NET HD-ABC); no UHF, a sintonia é 46; 13 na NET-Mogi; e Canal 12 na Vivo São Caetano do Sul.

A sintonia da Rádio Brasil Atual é 98,9 FM na Grande São Paulo. Também é possível acompanhar a programação radiofônica pelo site do Brasil de Fato.

Quem está fora de São Paulo, pode sintonizar a TVT com a parabólica, via satélite. É necessário direcionar a antena para StarOne C3 Freq: 3973 Mhz Pol: Vertical, DVB-s2; SR: 5000 FEC ¾. Confira mais informações neste link.

Dados da menor estação receptora

Antena: Embrasat modelo RTM 2200Std
Focal-Point
Diâmetro 2,2m
Ganho de recepção no centro do Feixe (Dbi) 37,5
G/T da estação (dB/K) 18,4 

Edição: Afonso Bezerra